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    Nova lei do estacionamento causa tumulto em shopping da Zona Centro-Sul

    Durante a manhã desta terça, o Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon) já havia ido ao local fiscalizar, onde o estabelecimento recebeu um auto de constatação, por não estar cumprindo com a lei - foto: Asafe Augusto
    Durante a manhã desta terça, o Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon) já havia ido ao local fiscalizar, onde o estabelecimento recebeu um auto de constatação, por não estar cumprindo com a lei - foto: Asafe Augusto

    Logo após a publicação da nova lei do estacionamento dos shoppings, no último dia 23 de dezembro a empresa Amazon Park, que atua no Millennium Shopping, se recusou a dar a gratuidade aos clientes que tinham o direito, ocasionando um grande tumulto no estacionamento, por volta de 12h desta terça-feira (5).

    Três clientes que fizeram compras no shopping, cujo valor ultrapassaram dez vezes o total a ser pago no estacionamento, tentaram mas não conseguiram fazer valer a nova lei. Fernando Macedo que fez uma compra de R$ 88, Eduardo Brum que gastou R$ 300 e Cristina Frota que comprou R$ 250 insistiram com a gerência do centro de compras para que interviesse e fizesse cumprir a lei, mas os direitos foram negados.

    Segundo Fernando, os funcionários da empresa Amazon Park se quer estavam com as devidas identificações da empresa, como crachá, e disseram que os clientes teriam que pagar o estacionamento. “ O problema é que as pessoas abaixam a cabeça e não reclamam, o que acaba dando forças para as empresas. Nós não conseguimos fazer valer nossos próprios direitos. A empresa simplesmente mede forças com a prefeitura e ninguém faz nada, ” declarou Fernando.

    O tumultuo se iniciou, mas foram poucos os que se manifestaram contra a Amazon Park e o movimento acabou perdendo força.  Mas Fernando e Eduardo permaneceram ainda por mais de duas horas no local a título de persistência. “Ligamos para o Marcos Frota, ligamos para o 190, onde ouvi uma resposta que não me agradei e ligamos para prefeitura, mas não atenderam. Apenas o secretário de segurança nos atendeu e nos deu orientação, ” disse Fernando.

    Durante a manhã desta terça, o Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon) já havia ido ao local fiscalizar, onde o estabelecimento recebeu um auto de constatação, por não estar cumprindo com a lei. A Polícia Militar ainda foi até o local, mas disse que só poderia agir mediante um mandado judicial e foram embora. Após ocorrido os três clientes decidiram entrar na justiça contra a empresa, por danos morais.

    Por Joandres Xavier