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    Manifestação de vigilantes por aumento salarial acaba em conflito com a PM, no Centro de Manaus

    | Autor: Márcio Azevedo
    O tumulto acabou virando um ‘quebra- quebra’ na agência bancária, onde também há profissionais em vigilância- fotos: Asafe Augusto
    O tumulto acabou virando um ‘quebra- quebra’ na agência bancária, onde também há profissionais em vigilância- fotos: Asafe Augusto

    Durante uma manifestação por aumento de salário e melhores condições de trabalho, um grupo de vigilantes entrou em conflito com a Polícia Militar (PM) nesta manhã de sexta-feira (15). O fato aconteceu na avenida Eduardo Ribeiro, Centro de Manaus, em frente ao Banco Bradesco.

    Conforme os policiais da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), os manifestantes bloquearam a passagem de veículos na avenida, o que impediu o trânsito local e ocasionou um engarrafamento. O tumulto acabou virando um ‘quebra- quebra’ na agência bancária, onde também há profissionais em vigilância. A Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foi acionada para dar apoio aos PMs.

    O vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Segurança e Vigilância de Manaus, Ângelo André Lima de Oliveira, disse que os vigilantes reagiram em defesa própria, devido “a polícia ter chegado agredindo os manifestantes”.
    “A ação dos vigilantes foi de se defenderem. Os PMs já chegaram agredindo os profissionais, que são treinados para se defender e defender qualquer pessoa ou local que estejam lotados”, disse Ângelo.

    Ainda conforme o sindicalista, a manifestação tem como objetivo chamar à atenção das autoridades para a solicitação da categoria de reajuste de 15% no salário, que não foi atendida.

    Conforme Oliveira, a classe patronal anunciou, em assembleia, um aumento de R$ 50, a título de vale alimentação, enquanto que a solicitação proposta por parte dos trabalhadores abrangia mudança no documento de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), plano odontológico, participação nos lucros e resultados (PLR), 3% de desconto no salário referente ao vale alimentação (atualmente de 6%), além dos 15% de reajuste no salário.

    “Nós não aceitamos essa proposta indecente. R$ 50 de aumento é uma vergonha para essa categoria que está nos postos de trabalho, colocando sua vida em risco, com uma arma na cintura”, disse Oliveira.

    O aspirante oficial Ítalo Bruno relatou que, Durante o ato, uma mulher passou mal dentro da agência bancária. Os PMs, foram impedidos pelos vigilantes de entrarem na agência para prestar o socorro, momento em que foi necessário o uso da força
    Durante o ato, uma mulher passou mal dentro da agência bancária. Os PMs, foram impedidos pelos vigilantes de entrarem na agência para prestar o socorro, momento em que foi necessário o uso da força

    “Se não houver uma negociação entre as partes, nós iremos fechar todas as agência na capital e região metropolitana. Queremos deixar isso bem claro para a sociedade. A cidade só não está pior em relação à segurança porque ainda tem vigilantes atuantes. Se não fossem os vigilantes imagine o caos que a cidade estaria”, completou Oliveira.
    O aspirante oficial Ítalo Bruno relatou que, durante o ato, uma mulher passou mal dentro da agência bancária. Eles, os PMs, foram impedidos pelos vigilantes de entrarem na agência para prestar o socorro, momento em que foi necessário o uso da força.

    “É constitucional você reivindicar seus direitos, mas não podemos aceitar que o direito de ir e vir das pessoas seja limitado”, disse o PM.

    “Os reivindicantes estavam impedindo o direito de uma senhora que supostamente passou mal, daí a Polícia Militar usou a força, já que a verbalização não foi suficiente”, completou o policial.

    O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) também esteve no local para desbloquear a via. Às 10h25 os manifestantes se dispersaram.

    Por Conceição Melquíades