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    Educação financeira ajuda a evitar o endividamento, dizem especialistas

    Em meio ao período de crise financeira, as dívidas parecem ser maiores, e com isso o índice da inadimplência no Amazonas é alto - foto: Marcio Melo
    Em meio ao período de crise financeira, as dívidas parecem ser maiores, e com isso o índice da inadimplência no Amazonas é alto - foto: Marcio Melo

    Os anúncios de promoções e compras por impulso são os grandes vilões dos endividados. Para não cair no famoso papo de vendedor, acumulando mais dívidas, é preciso tomar alguns cuidados, de acordo com especialistas.

    A diretora da unidade DSOP Educação Financeira de Manaus, Vera Oliveira, afirma que o primeiro passo para não ficar com o nome sujo na praça é realizar um diagnóstico da vida financeira para compreender quais são todas as despesas a serem pagas no mês.

    “A partir deste diagnóstico, é necessário cortar os gastos supérfluos e não contrair novas dívidas”, explica, ao ressaltar que é importante organizar as dívidas existentes e priorizar para pagamento as de maior taxa de juros.

    Vera salientou que, para quem está nessa situação, é crucial não se deixar influenciar por anúncios de promoção ou facilidades de pagamentos. “Ao comprar algo, pesquise em no mínimo três estabelecimentos, sempre lembrando que, como já está inadimplente, é interessante que faça apenas as compras necessárias. Nada de comprar por impulso”, orienta a especialista em finanças.

    A educadora financeira afirma ainda que o principal conceito a ser ter em mente é: “Não se deve gastar mais do que ganha. É preciso viver de acordo com o seu orçamento”.

    Segundo ela, os endividados devem buscar o quanto antes uma reeducação financeira para alinhar a sua economia mensal.

    Poupança

    O hábito de guardar dinheiro, ou até mesmo poupar em uma instituição financeira, é visto como válvula de escape para não cair nas dívidas.

    De acordo com o autônomo Mael Rodrigues, o hábito de guardar dinheiro foi adotado por ele há 5 anos. Ele conta que gastava mais do que ganhava e isso prejudicava no orçamento. Para se livrar das dívidas, ele afirma que precisou trabalhar um pouco mais.

    “Antes eu trabalhava cinco dias da semana, tive que aumentar mais um dia e também nos feriados. Consegui levantar o dinheiro e fui pagando o que era mais caro”, conta o autônomo, ao lembrar que a partir do momento que foi se livrando das dívidas passou a guardar o que era destinado as contas.
    “Graças a Deus eu guardei e consigo me manter nesse período de crise”, completou.

    A aposentada Doriana Maria da Costa conta que era atraída por promoções e isso não fazia com que ela comprasse o desnecessário. “Gastava muito, não podia ir ao Centro ou ao shopping. Hoje, eu consigo me policiar e isso fez com que a quantidade de dividas diminuísse bastante”, afirmou.

    O comerciante Ivan Cosme Damasceno garante que há alguns meses busca economizar e não fazer dívidas. “O segredo é não comprar aquilo que não é importante. Sempre ter algo guardado é uma precaução para tempos difíceis”, pondera o comerciante, que destacou também que para driblar as dividas é importante se ter um caderno para anotar tudo o que é gasto e assim organizar as economias.

    Em meio ao período de crise financeira, as dívidas parecem ser maiores, e com isso o índice da inadimplência no Amazonas é alto, porém, as dívidas não são exclusivas do momento de crise.

    Por Asafe Augusto