Fonte: OpenWeather

    Sem Categoria


    Assembleia adia mais uma vez reunião sobre cortes de salários

    Em mais uma discussão, ontem, sobre corte de despesas, Josué externou preocupação com a opinião pública  - foto: divulgação/Aleam
    Em mais uma discussão, ontem, sobre corte de despesas, Josué externou preocupação com a opinião pública - foto: divulgação/Aleam

    Há quase um mês a presidência da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) vem adiando a decisão de como vai implementar mais cortes nas despesas da casa. Nas últimas semanas, o presidente da instituição, deputado Josué Neto (PSD), tem reunido com seus pares e discutido propostas, como o corte de 10% no salário de servidores comissionados e dos próprios deputados. Mas a cada reunião, ele afirma que a implementação depende de estudos e que a decisão fica para a semana seguinte.

    “As dificuldades da casa não são diferentes das demais instituições. O próprio Executivo, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas, existe uma polêmica em torno disso. Ainda não definimos nada hoje (ontem). A Assembleia está em ritmo de contenção de despesas desde janeiro de 2015. Aqui não concedemos aumento de verba de gabinete, verba indenizatória, cortamos todas as locações de serviços aéreos e buffet, numa redução de R$ 15 milhões. Nos últimos 5 anos a casa vem perdendo uma parte do seu repasse para o Tribunal de Justiça e deixou de receber R$ 50 milhões”, disse o deputado.

    Josué quer evitar que a Aleam seja alvo de cobranças pela população. O parlamentar disse que, neste momento de crise, em que os repasses do governo diminuíram, a casa tem que ser compreendida e não criticada. Ele frisou que, anteriormente, os repasses eram feitos por duodécimo e, agora são por meio de receita corrente líquida.

    “Isso faz com que percamos quase R$ 4 milhões por mês. Os custos estão diminuindo, mas o Amazonas perdeu quase 10% do seu PIB em relação ao Pará, que perdeu 1% porque são economia diferentes. A Assembleia não tem que sofrer críticas, ela tem que ser compreendida”, enfatizou o parlamentar.

    Uma alternativa para cortar despesas na casa foi sugerida pelo deputado José Ricardo (PT). Ele defende outras alternativas que não sejam reduzir salários de funcionários.

    “Apresentei no início do ano duas propostas. A redução de 30% no cotão (R$ 65 mil), já que vários parlamentares não gastam todo esse valor, o que gera uma economia de R$ 2 milhões por ano. Tem também a redução da bolsa de estudos para os funcionários, que traria uma economia de quase R$ 2,5 milhões, além do corte do salário dos deputados”, disse o parlamentar.

    Já o líder do governo na Aleam, deputado Davi Almeida (PSD), reconheceu que nesse momento de crise econômica, a casa precisa fazer ajustes para se adequar ao cenário de recessão. “Vamos fazer tudo que estiver ao alcance dos deputados para não ter que mexer no salário dos comissionados. Existem outras questões em relação a outras gratificações e ganhos que oneram a folha de paga mento e isso podem até entrar na contenção de despesas”, disse.

    Por Augusto Costa