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    Polícia vai apurar se houve crime na morte de menino que caiu em bueiro, em Manaus

    De acordo com a delegada Juliana Tuma, abandono de incapaz e maus tratos vem se tornando prática comum - foto: Ione Moreno
    De acordo com a delegada Juliana Tuma, uma vizinha que disse ter visto o menino cair no bueiro também será ouvida na delegacia - foto: Ione Moreno

    A Polícia Civil cogita abrir inquérito para apurar o possível crime de abandono de incapaz no caso do menino André Pereira, de 6 anos, que morreu ao cair em um bueiro, na zona Leste de Manaus, no último domingo. A delegada Juliana Tuma, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), informou que o padrasto da criança, Deivison Lucio Pereira Crescencio, será ouvido, nesta sexta-feira (29).

    “Possivelmente, houve um abandono de incapaz. Essa criança não tinha discernimento para estar perto daquele bueiro jogando bola na chuva. O pai já foi convocado, para contar a versão dele sobre o fato do incidente e também sobre a tutela do menino, pois pode ter alguma circunstância ilegal nessa tutela, tem muitas informações vagas”, disse a delegada.

    Juliana Tuma informou que foi solicitado o exame de DNA para comprovar se a criança é realmente filha da mulher que apareceu dizendo ser mãe de André e o exame de necropsia para saber as reais circunstâncias em que o menino morreu. “Precisamos saber se o menino realmente caiu no bueiro e, se caiu, se houve algum tipo de negligencia por parte do pai, pois ele deixou o menino sozinho”, declarou.

    Geralmente os exames de necropsia e de DNA demoram de 20 a 30 dias, mas o Instituto Médico Legal (IML) se comprometeu em entregar o resultado em 10 dias, revelou Tuma. Conforme a delegada, uma vizinha de Deivison Lucio também será ouvida. Ele seria uma testemunha e teria visto André cair no esgoto.

    “Na filmagem que temos só aparece a criança jogando bola, não aparece ela caindo no bueiro. Então, tudo precisa ser esclarecido para a gente apurar a verdade real sobre esse caso. Ainda há muita coisa para esclarecer”, disse Juliana Tuma.

    O corpo de André Pereira ainda está no IML. Ele não possuiu Certidão de Nascimento, documento exigido pelo órgão para liberar o cadáver.

    Por Mara Magalhães

    Com informações de Luis Henrique

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