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    INSS pode ser usado para atender o Bolsa Família

    O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) poderá ampliar os seus serviços, a partir deste ano, ao ser usado pelo governo federal para fazer atendimento a programas sociais, como o Bolsa Família. A possibilidade foi anunciada pelo titular do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), Osmar Terra (PMDB-RS).Com aproximadamente 400 servidores, segundo dados da assessoria do INSS, no Amazonas o órgão tem 22 agências. Somente na capital são sete, sendo elas as APSs Codajás, São José, Compensa, Centro, Porto, Cidade Nova e Aleixo. No interior do Estado, o INSS está presente em Manacapuru, Parintins, Maués, Autazes, Benjamin Constant, Tabatinga, Presidente Figueiredo, Lábrea, Tefé, Coari, Eirunepé, Itacoatiara, Boca doa Acre, Iranduba e São Gabriel da Cachoeira. Em Manicoré, Nova Olinda do Norte, Rio Preto da Eva ainda não foram inauguradas.

    No governo do novo presidente Michel Temer, o órgão foi transferido do Ministério do Trabalho para o MDSA. Do segmento da previdência social, com o Ministério da Fazenda ficou a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o Conselho Nacional da Previdência Complementar e a Câmara de Recursos da Previdência Complementar, além do Conselho Nacional de Previdência Social, o Conselho de Recursos da Previdência Social e a Empresa de Tecnologia e Informação da Previdência Social (Dataprev).

    Na avaliação de Terra, o INSS - que ontem (15) realizou concurso público para preenchimento de vagas -, tem no Brasil uma rede gigantesca de agências e postos de atendimento que está subutilizada “do ponto de vista de funções”. Para ele, o órgão tem capacidade de ampliar a sua utilização. “Está sendo usado praticamente só para a questão dos benefícios de aposentadoria, mas são áreas enormes”, disse.

    De acordo com Terra, em parceira com o Ministério do Planejamento, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário estuda o uso da rede para incorporar o atendimento dos beneficiados pelo Bolsa Família e até mesmo o Cadastro Único.

    Para o ministro, com o Bolsa Família incorporado no atendimento do INSS, ele pretende ainda ampliar os cruzamentos de dados do cadastro dos beneficiários com outras bases de dados, a fim de identificar inconsistências. Hoje, aproximadamente 15 milhões de famílias recebem o Bolsa Família.

    Segundo Terra, o cadastro das famílias beneficiadas é, em sua maioria, autodeclaratório. “O cadastro tem cem itens. Hoje praticamente só está se cruzando o que a pessoa diz que ganha. Se a gente puder cruzar um número maior de dados, a gente vai descobrir muita coisa. A ideia não é cortar nenhum benefício, mas aumentar a eficiência, para dar realmente para quem precisa”, observou.

    Emerson Quaresma e Agências