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    Deputado Platiny Soares é ameaçado de morte após projeto que, supostamente, ‘amordaça’ professores

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    O comentário teria sido motivado pelo projeto de lei "Escola sem partido" - fotos: Márcio Melo

    Após apresentar o polêmico projeto de lei ‘Escola Sem Partido’, o deputado estadual Platiny Soares (DEM)  informou nesta quinta-feira (19) que recebeu ameaças por meio de rede social, na noite de ontem (18).
    De acordo com o parlamentar, a mensagem enviada pelo funcionário público Gullilherme Barrancas, 41, afirmava que Platiny 'não representa os policiais' e que 'lugar de bandido travestido de policial e parlamentar é no varadouro com o corpo cavado de bala'.

    "Pessoas com essa intolerância não respeitam a liberdade de expressão", comentou Platiny sobre a mensagem, postada no Facebook, por volta de 22h.  O deputado salientou que ainda hoje (19) vai registrar um boletim de ocorrência para tomar as devidas providências judiciais contra o que ele considerou uma ameaça contra a sua vida.

    Rebatendo as afirmações de Platiny, Guilherme Barroncas, que é militante petista, contou que não considera uma ameaça as palavras escritas por ele, mas sim um tipo de jargão de militares.

    "Meu pai foi militar e isso é uma forma que usava para falar de bandido. Não  tenho nada contra ele. Mas sim com as atitudes como parlamentar e policial, pois se utiliza disso para manipular o que deve ser dito nas escolas", disse Barroncas, destacando que o ensino deve ser livre e sem mordaça nas instituições.
    "Ele está tentando calar a voz dos professores, pois isso é uma forma de manipulação. Os professores devem ter o livre arbítrio", ponderou.

    Sobre o projeto, Platiny afirmou que as críticas acontecem por falta de conhecimento da matéria. "Quem lê o projeto não vai encontrar uma linha que proponha que os educadores sejam amordaçados. Isso vale para qualquer lado. Ninguém pode obrigar alguém a seguir a sua ideologia política, religiosa, sexual. Todos devem ser respeitados",  afirmou.

    De acordo com o parlamentar, os professores poderão continuar com as ideologias pessoais, no entanto, não podem ensinar suas convicções aos alunos como verdades absolutas. “O professor pode ser homossexual, ateu, umbandista, católico, evangélico, comunista, liberal; só não pode influenciar os alunos a ter o mesmo pensamento dele. Isso tira a liberdade que os pais têm de ensinar os próprios filhos. O nome disso é caráter negativo de doutrinação”, observou Platiny Soares.

    O parlamentar ressalta que, para se formar um jovem critico, não é preciso ensinar a ideologia de um partido, mas sim, segundo ele, ensinar a constituição, direitos e deveres, cidadania e civismo. “Ensinar ideologia de esquerda não é ensinar a ter um pensamento crítico. Isso é alienar. Vamos trabalhar contra isso. Queremos libertar os jovens. Há péssimos exemplos de jovens militantes que ocupam as universidades e escolas”, afirmou.

    Por Asafe Augusto