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    No AM, varejo apresenta queda e segue com as incertezas de recuperação

    Setor contabiliza perdas com o baixo movimento de consumidores por conta do momento econômico, e na avenida Eduardo Ribeiro, Centro, devido às obras de revitalização, com previsão para entrega no mês de agosto - foto: Diego Janatã
    Setor contabiliza perdas com o baixo movimento de consumidores por conta do momento econômico, e na avenida Eduardo Ribeiro, Centro, devido às obras de revitalização, com previsão para entrega no mês de agosto - foto: Diego Janatã

    Mesmo a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e declarações do novo ministro da Fazenda, Henrique Meireles, de que “o comércio já começa a ver aumentar o número de pessoas visitando as lojas”,  comerciantes do centro de Manaus reclamam do baixo desempenho nas vendas. Por outro lado, as entidades representativas reconhecem o cenário crítico, mas já alimentam uma expectativa - incerta - de melhora, ainda neste ano.

    O gerente da loja Shop do Pé, da avenida Eduardo Ribeiro, Everton Cley, se queixa do baixo movimento nas lojas do centro da cidade. “Se o ministro disse que a economia melhorou eu não sei, mas ainda não pudemos perceber essa melhora. O comércio como um todo está fraco”, disse o funcionário.

    Além do mal momento econômico, Everton aponta as obras sobre a Eduardo Ribeiro, como outro motivo para o fraco movimento do comércio na região. “O público consumidor está se afastando do centro da cidade. Eu creio que o país está em crise mesmo, mas a dificuldade de acesso ao centro da cidade dificulta ainda mais o comércio local”, apontou.

    Segundo o gerente, as lojas têm se virado para atrair os clientes, buscando promoções para as datas comemorativas do ano. “Procuramos fazer promoções de banca, parcelando, sempre colocando produtos novos para chamar o público. Hoje em dia o cliente está mais rigoroso com o produto, preço, então a gente passa para nossos vendedores que quando o cliente entra na loja possamos atender da melhor forma possível, para que ele não saia sem comprar nada, pois esse consumidor está mais seletivo”, disse.

    Um pouco mais esperançoso, o gerente da Loja Novo Mundo, da avenida Sete de Setembro, Roberto Bezerra, disse que começou a perceber alguma melhora no movimento. “Nos últimos dez dias, com a saída da Dilma deu uma melhorada. Acho que o povo sentiu um pouco mais de firmeza com esse novo presidente e conseguimos reverter esse quadro e houve uma melhora sensível”, afirmou.

    Segundo Bezerra, em comparação ao mesmo período do ano passado, a loja teve uma queda em torno dos 26%, para o mesmo período de maio de 2015. “Isso foi decorrente de muitos fatores. Como a diminuição do fluxo de clientes no centro, desemprego no distrito industrial, e com a interdição da avenida Eduardo Ribeiro os clientes que não tem acesso a algumas ruas, dificultando o funcionamento das lojas do centro da cidade”, afirmou.

    De acordo com ele, as promoções são atrativas para a chamada de clientes, além de forte investimento em mídia. “Estamos trabalhando com a autoestima dos vendedores, pois não estamos demitindo, mantivemos nosso quadro de funcionários. Esta semana fecharam duas concorrentes da gente, somente aqui no centro da cidade”, finalizou.

    Interrupção

    Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, o comércio tem vivido interrupção da queda. “Só em parar a queda ladeira abaixo já é um claro sinal de uma perspectiva de melhora. A nova equipe econômica está criando em nós esperança. A tendência é de melhorar. Ainda não sabemos se em um trimestre ou dois. Isso quem vai dizer será a confiabilidade do povo. A população é quem vai sentir a queda na inflação, a melhora do ritmo de emprego. Estamos tendo esperança, mas não ainda não sabemos se isso será agora”, analisou Bicharra.

    Por Stênio Urbano

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