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    ONG de proteção aos animais fará manifestação em repúdio à morte de onça-pintada

    Juma foi morta com um tiro de pistola, após o revezamento da Tocha Olímpica, no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) - foto: Marcio Melo
    Juma foi morta com um tiro de pistola, após o revezamento da Tocha Olímpica, no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) - foto: Marcio Melo

    Membros da Organização Não Governamental de Proteção, Adoção e Tratamento Animal (Pata) estão organizando uma manifestação em repúdio ao abate da onça-pintada conhecida como ‘Juma’. O protesto será no próximo sábado (25), na frente do Comando Militar da Amazônia (CMA), na estrada da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus.

    A onça foi morta com um tiro de pistola, após tentar atacar um militar, na tarde dessa segunda-feira (21), após o revezamento da Tocha Olímpica, no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), no bairro São Jorge.

    De acordo com a presidente da Pata, Joana Darc, a manifestação não será contra o Exército e sim contra a prática de expor animais silvestres em eventos de qualquer natureza.

    “Há muito tempo estamos lutando contra essa situação. A prática de expor aninais em eventos tem que acabar. Não podemos exibir esses animais como troféus. Temos que respeitá-los. Infelizmente, aconteceu essa fatalidade e espero que a morte da ‘Juma’ sirva para fazer com que os outros parem de ser expostos”, disse a presidente da ONG, completando que na ocasião do protesto, será entregue ao CMA uma petição pedindo ao Exército para que  os animais silvestres não sejam mais expostos em eventos públicos.

    Uma página com a hashtag  #SomostodosJuma foi criada no Facebook e até o momento, mais de 500 pessoas já marcaram presença na manifestação.

    O chefe de comunicação do CMA, coronel Luiz Gustavo Evelyn, lamentou a situação e negou que a morte do animal tenha ligação com o evento da Tocha Olímpica.

    “O evento da tocha já tinha passado e a onça já estava no interior do zoológico, com a equipe que cuidava dela. Durante a transição entre as jaulas, o animal fugiu. Todo o protocolo de segurança foi seguido pelos tratadores especializados. Ainda tentaram  acalmar o animal com tranquilizantes, mas infelizmente ele avançou no militar e foi preciso atirar”, disse o coronel.

    No momento em que  foi morta, a onça estava acompanhada de dois veterinários e dois tratadores. O CIGS abriu um processo administrativo para apurar os fatos, que deve ser concluído no prazo de 30 dias, caso não seja concluído nesse prazo, pode ser prorrogado por mais 30.

    O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou através de nota, que não foi solicitada autorização da onça ‘Juma’ para participar do evento da passagem da Tocha Olímpica.

    Ainda conforme a nota, o órgão notificou CIGS, pedindo esclarecimento sobre o que ocorreu no evento e sobre as circunstâncias do acidente. “O Ipaam salienta que as medidas cabíveis serão adotadas após a resposta oficial do CIGS ao Ipaam” Concluiu a nota.

    Por Mara Magalhães