|
PUBLICIDADE
|
Velho problema Cidade sofre ainda mais com a redução de tarifa
02/03/2010
Foto: Marcelo Cadilhe
![]() Usuários sofreram com as filas para carregar o Passa Fácil
Paradas e ônibus lotados. Esta foi a cena mais vista e sentida ontem por quem precisou utilizar o transporte coletivo em Manaus. Os transtornos foram provocados porque o usuário do transporte público teve de enfrentar em um único dia o início de diversos e novos dramas: a retaliação dos empresários do transporte coletivo por conta da redução da tarifa de R$ 2,25 para R$ 2,10, com a diminuição da frota nas ruas; o aumento da tarifa dos ônibus executivos de R$ 2,50 para R$ 3,00, que também ocorreu com a diminuição de grande parte destes veículos nas vias da cidade, além de uma já alarmante ameaça de greve.
Segundo o Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), desde ontem o número de ônibus executivos na cidade diminuiu de 300 para 127. Por conta de tal redução e do aumento da tarifa, muitos dos usuários deste tipo de transporte tentaram se locomover nos ônibus do transporte coletivo convencional, o que gerou lotação nas paradas e dentro dos ônibus. A lotação nestes veículos teria ganhado agravante com uma suposta determinação passada em algumas das garagens de ônibus da cidade: de que só deveriam circular nas vias ontem os veículos mais velhos, para que quebrassem durante o transporte de passageiros. A medida teria sido tomada pelos empresários para chamar a atenção da população e das autoridades públicas sobre a importância da tarifa de ônibus voltar ao valor de R$ 2,25. A confirmação da retaliação partiu de dentro da própria Transmanaus, consórcio que reúne as empresas do transporte. Sem se identificar, uma funcionária da empresa declarou à reportagem da TV EM TEMPO que os empresários teriam ordenado que fossem colocados nas ruas os ônibus com defeitos, com frota reduzida. A medida levou a consequências drásticas. Nas ruas da cidade, durante todo o dia, usuários reclamavam da falta de ônibus. Segundo o motorista Juliano Spina, 30, morador do bairro de Flores, na Zona Centro-Sul, o número reduzido de ônibus executivos foi um complicador a mais para quem já sofre no dia a dia com os problemas do transporte coletivo. “Os ônibus em dia normal já são lotados e hoje, com poucos veículos e com muitas regras, não consegui chegar cedo ao centro”, disse. Outro usuário do sistema de transporte, o garçom Leodir Farias de Abreu, 57, morador do bairro São José, Zona Leste, disse que o ônibus que pegou pela manhã, por volta das 8h30, deixou de parar em muitas paradas, pois não tinha condições de pegar mais pessoas por conta de sua lotação. Representação
As polêmicas decisões tomadas nos últimos dias sobre o sistema de transporte em Manaus geraram discussões pela cidade. Ontem pela manhã, o vereador Marcelo Ramos (PSB) ingressou com uma representação no Ministério Público do Estado (MPE/AM) exigindo que a Prefeitura reduza o valor da tarifa do transporte coletivo para R$ 1,95 ou inicie o ressarcimento dos R$ 15,7 milhões, cobrados indevidamente pelos empresários por sete meses. Ramos informou que está pedindo também que o prefeito de Manaus Amazonino Mendes, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Raphael Siqueira, e o Conselho Municipal de Trânsito respondam civil e criminalmente por validarem a nova tarifa. “Usamos as planilhas disponibilizadas pela prefeitura para fazer os cálculos”, afirmou. Outra movimentação sobre o assunto ocorreu no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O deputado Praciano e o vereador José Ricardo estiveram reunidos, ontem, com a desembargadora-corregedora, Socorro Guedes, para pedir agilidade no julgamento de uma Ação Popular protocolizada em agosto do ano passado contra o reajuste do ônibus, que tinha passado de R$ 2 para R$ 2,25 à época. Como resultado do encontro, a corregedora informou que irá se reunir com a juíza Ida Maria, para quem o processo foi distribuído, e cobrará agilidade no julgamento. A Ação Popular, em questão, denuncia, além do desencontro de dados fornecidos pela Transmanaus, o descumprimento do artigo 181 da Lei Orgânica (Lomam), que obriga as empresas de ônibus a encaminharem à prefeitura e à Câmara Municipal, cópias do balanço patrimonial e balancete analítico. A ação pede a manutenção da tarifa em R$ 2,00, até que se prove o verdadeiro valor dela. Alerta de greve entre os rodoviários
Paradas e ônibus lotados. Esta foi a cena mais vista e sentida ontem por quem precisou utilizar o transporte coletivo em Manaus. Os transtornos foram provocados porque o usuário do transporte público teve de enfrentar em um único dia o início de diversos e novos dramas: a retaliação dos empresários do transporte coletivo por conta da redução da tarifa de R$ 2,25 para R$ 2,10, com a diminuição da frota nas ruas; o aumento da tarifa dos ônibus executivos de R$ 2,50 para R$ 3,00, que também ocorreu com a diminuição de grande parte destes veículos nas vias da cidade, além de uma já alarmante ameaça de greve.
Segundo o Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), desde ontem o número de ônibus executivos na cidade diminuiu de 300 para 127. Por conta de tal redução e do aumento da tarifa, muitos dos usuários deste tipo de transporte tentaram se locomover nos ônibus do transporte coletivo convencional, o que gerou lotação nas paradas e dentro dos ônibus. A lotação nestes veículos teria ganhado agravante com uma suposta determinação passada em algumas das garagens de ônibus da cidade: de que só deveriam circular nas vias ontem os veículos mais velhos, para que quebrassem durante o transporte de passageiros. A medida teria sido tomada pelos empresários para chamar a atenção da população e das autoridades públicas sobre a importância da tarifa de ônibus voltar ao valor de R$ 2,25. A confirmação da retaliação partiu de dentro da própria Transmanaus, consórcio que reúne as empresas do transporte. Sem se identificar, uma funcionária da empresa declarou à reportagem da TV EM TEMPO que os empresários teriam ordenado que fossem colocados nas ruas os ônibus com defeitos, com frota reduzida. A medida levou a consequências drásticas. Nas ruas da cidade, durante todo o dia, usuários reclamavam da falta de ônibus. Segundo o motorista Juliano Spina, 30, morador do bairro de Flores, na Zona Centro-Sul, o número reduzido de ônibus executivos foi um complicador a mais para quem já sofre no dia a dia com os problemas do transporte coletivo. “Os ônibus em dia normal já são lotados e hoje, com poucos veículos e com muitas regras, não consegui chegar cedo ao centro”, disse. Outro usuário do sistema de transporte, o garçom Leodir Farias de Abreu, 57, morador do bairro São José, Zona Leste, disse que o ônibus que pegou pela manhã, por volta das 8h30, deixou de parar em muitas paradas, pois não tinha condições de pegar mais pessoas por conta de sua lotação. Representação
As polêmicas decisões tomadas nos últimos dias sobre o sistema de transporte em Manaus geraram discussões pela cidade. Ontem pela manhã, o vereador Marcelo Ramos (PSB) ingressou com uma representação no Ministério Público do Estado (MPE/AM) exigindo que a Prefeitura reduza o valor da tarifa do transporte coletivo para R$ 1,95 ou inicie o ressarcimento dos R$ 15,7 milhões, cobrados indevidamente pelos empresários por sete meses. Ramos informou que está pedindo também que o prefeito de Manaus Amazonino Mendes, o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), Raphael Siqueira, e o Conselho Municipal de Trânsito respondam civil e criminalmente por validarem a nova tarifa. “Usamos as planilhas disponibilizadas pela prefeitura para fazer os cálculos”, afirmou. Outra movimentação sobre o assunto ocorreu no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O deputado Praciano e o vereador José Ricardo estiveram reunidos, ontem, com a desembargadora-corregedora, Socorro Guedes, para pedir agilidade no julgamento de uma Ação Popular protocolizada em agosto do ano passado contra o reajuste do ônibus, que tinha passado de R$ 2 para R$ 2,25 à época. Como resultado do encontro, a corregedora informou que irá se reunir com a juíza Ida Maria, para quem o processo foi distribuído, e cobrará agilidade no julgamento. A Ação Popular, em questão, denuncia, além do desencontro de dados fornecidos pela Transmanaus, o descumprimento do artigo 181 da Lei Orgânica (Lomam), que obriga as empresas de ônibus a encaminharem à prefeitura e à Câmara Municipal, cópias do balanço patrimonial e balancete analítico. A ação pede a manutenção da tarifa em R$ 2,00, até que se prove o verdadeiro valor dela. Dezessete ônibus teriam deixado de circular no T5
O IMTT informou ontem que a suposta retaliação dos empresários do transporte coletivo foi fiscalizada de perto pelo órgão ontem. Segundo a assessoria do Instituto, durante a fiscalização, foi constatado que 17 veículos deixaram de circular durante o dia, somente no Terminal 5 (São José). A justificativa das empresas foram os problemas técnicos. A multa pela falta de operação de ônibus pode chegar a 31 UFMs (Unidades Fiscais do Município), o equivalente a R$ 1,9 mil.
O assessor jurídico do Sindicato das Empresas do Transporte Urbano de Manaus (Sinetram), Fernando Moraes, informou que protocolizou ontem, por volta do meio-dia, uma petição no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) solicitando o reestabelecimento do valor antigo da tarifa (R$ 2,25). “Como já existe uma ação no Tribunal, nós apenas reiteramos para o presidente do TJAM. É uma situação mais complicada que antes, pois já existe um novo decreto (que estabeleceu a redução da passagem)”, disse. O assessor afirmando desconhecer a denúncia da funcionária da Transmanaus, sobre a recomendação de redução da frota e de uso apenas dos ônibus ‘quebrados’. Fiscalização marcada para hoje
O IMTT afirmou ontem que vai iniciar hoje a fiscalização no transporte executivo da cidade. Ontem, o órgão terminou de adesivar os 127 micro-ônibus vistoriados e aptos a circular na cidade. O resto estão proibidos.
Ainda na tarde de ontem, na CMM, cerca de 150 permissionários do transporte executivo se reuniram, em audiência, com a Frente Municipal Parlamentar (Frencoop/Manaus), para debater a redução do número de executivos em circulação, o aumento na tarifa da categoria e a continuidade do serviço ‘Transporta’, que oferece mobilidade gratuita a portadores de necessidades especiais. A frente da audiência, o vereador Homero de Miranda Leão (PHS) afirmou que no encontro ficou definido, entre outros pontos, a necessidade de se fazer um encaminhamento ao prefeito de Manaus, no sentido de que as reivindicações dos cooperados sejam observadas. O pedido que será encaminhado ao prefeito destacará também a necessidade de os permissionários que não forem contemplados no processo licitatório dos ônibus executivos serem agregados ao sistema de transporte urbano convencional. COMENTÁRIOS
(6)
Em 02/03/2010 - 20:27:35, Paulo Menezes postou:
Me pergunto onde anda o MINISTÉRIO PÚBLICO que tem ficado quieto nessa fase de transição para acompanhar todo o processo e coibir os excessos por parte dos permissionários do serviço de transporte público - afinal a concessão de uso das linhas ainda é de propriedade da prefeitura amparada pelo povo de Manaus e nao um recurso particular para se prestar com abusos um serviço de péssima qualidade a toda uma população de mais de hum milhao de habitantes como nossa cidade de Manaus já possue. Os empresários nao podem reclamar de falta de dinhiero por para fornecer um serviço péssimo. Senão é melhor trocar por outras empresas de outros estados. Afinal entra dinheiro todos os minutos nas caixas dessas empresas reclamonas. Em 02/03/2010 - 20:14:31, Paulo Menezes postou:
Esperamos que esse desequilíbrio seja resolvido pelas autoridades. A população de Manaus está cansada de tantos demandos no setor e os trabalhadores dos ônibus (cobradores e motoristas) sempre são usados, pelos sindicalistas e empresários donos dos ônibus, como massa de manobra para precionar o prefeito. Espera-se sentatez na situação. As eleições se aproximam e o povo não esquece esses desmandos. Em 02/03/2010 - 18:18:21, EDUARDO postou:
OS EMPRESÁRIOS NUNCA PERDEM UMA DISPUTA. SERÁ QUE QUE ELES IRÃO GANHAR NOVAMENTE? Em 02/03/2010 - 13:56:27, Edinho postou:
o aumento no valor da tarifa foi elevado para melhorar a condição da frota atual e para a compra de novos veiculos, como não aconteceu, o justo seria voltar ao valor antigo. Vamos ver agora se os "governantes" vão ceder a pressao do empresarios novamente. Em 02/03/2010 - 13:30:11, Gisa postou:
Isso acontece em Manaus porque essa cidade está jogada as traças. Os políticos não se entendem e os empresários fazem a festa. E só quem pode ser culpada por essa desordem é a própria população que é incapaz de lutar pelos seus direitos. Em 02/03/2010 - 10:20:59, Alexsandro Menezes postou:
Redução às avessas! O aumento inicial de R$ 2,00 para R$ 2,25 foi condicionado à mehora do atendimento à população. Como não deu certo, o preço deveria voltar aos R$ 2,00. De R$ 2,00 p/ R$ 2,10 é uma redução?? Que matemática é essa? Redução pra mais! E o povo iludido Pode??? |