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CPI dos Transportes renasce
02/03/2010
Foto: Marcelo Cadilhe
Transporte coletivo passará por uma CPI
Garcia Neto Especial para o EM TEMPO politica@emtempo.com.br Dez vereadores de Manaus – de oposição, de situação e independentes – assinaram ontem um novo pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o sistema de transporte coletivo de Manaus, denunciado por não atender à população e, desde a última sexta-feira (26), sob acusações de reduzir a frota em circulação em função da redução do preço da passagem de R$ 2,25 para R$ 2,10. Os vereadores Cida Gurgel (PRP), Denis Almeida (PTB), Elói Abreu (PTN), Hissa Abrahão (PPS), Homero de Miranda Leão (PHS), Mário Frota (PDT), Luiz Mitoso (PV), Mirtes Salles (PP), Marise Mendes (PTB) e Wilker Barreto (PHS) já assinaram o pedido apresentado por Wilton Lira (PTB), um dos membros da bancada governista. Como pelo Regimento Interno da Câmara são necessárias apenas 13 assinaturas para a criação de uma CPI, o equivalente a um terço dos 38 vereadores, os vereadores contam como certa a adesão dos vereadores da oposição radical – que não estavam presentes ontem, no momento da apresentação da proposta: Marcelo Ramos (PSB), Elias Emanuel (PSB), José Ricardo (PT) e Joaquim Lucena (PSB), além de Massami Miki (PSL). “Só tenho dúvidas quanto à adesão de Joaquim Lucena (PSB)”, disse Wilton Lira. Esta é a segunda tentativa de abertura de uma CPI dos Transportes de Manaus. No dia 10 do mês passado, o vereador Hissa Abrahão (PPS) protocolizou um pedido semelhante, mas o documento foi rejeitado por ordem do presidente da Casa, vereador Luiz Alberto Carijó (PTB), sob o argumento de que o pedido não estabelecia metas definidas e “era muito vago”. Essa atitude levou Abrahão e outros parlamentares a recorrer à Justiça e aguardam um mandado de segurança para a reabertura da CPI. Para evitar nova rejeição, o novo pedido foi apresentado com três metas definidas: investigar a concorrência pública que teve como vencedora o Consórcio Transmanaus, que permitiu a participação de empresas sem habilitação; o abandono do Sistema de Transporte Coletivo denominado Expresso, não concluído, “embora o município esteja com o ônus do financiamento contraído junto ao BNDES”, e investigar as possíveis irregularidades sobre a atual administração do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (IMTT). Os parlamentares que assinaram o requerimento podem retirar seus nomes a qualquer tempo, mas o vereador Wilton Lira informou que espera a adesão de mais sete nomes.
Em 02/03/2010 - 22:24:52, Mario Guerreiro postou: O transporte público na cidade de Manaus tem sido uma das mais graves indicações dos problemas adminsitrativos que por sua vez enraizam-se em disfunções sócio econômicas da sociedade brasileira. Ou seja, este não é um problema isolado e sim um dos efeitos deste fosso entre as classes. Somente dependem diretamente do transporte público para a conclusão de seu dia que não tem acesso a aquisição de um veículo. Isto é, os problemas da cidade tem se tornado um espetáculo, é claro de circo, onde que vem para o picadeiro entreter e sustentar as elites da cidade é o povo com cara de palhaço. Escolhe representação que não lhe dá a mínima atenção. Posso indagar, "há alguma coisa de podre no reino(...)"
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