Ano XXII - Manaus, 10 de Setembro de 2010
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Terremoto
Filho quer retorno do pai ao Brasil
02/03/2010

ISABELLA SIQUEIRA

Equipe do EM TEMPO

isabella@emtempo.com.br

 

 “A cidade está abandonda. Aqui parece o fim do mundo. Já havia passado por uma tragédia como essa em 1960, mas é sempre um susto. Meu filho quer que eu volte ao Brasil o mais rápido possível”. O desabafo é do chileno Luis Alberto Rojas Gutierrez, que está na cidade de Angol (a 700 quilômetros de Santiago, no Chile). Ele é pai do professor de hipismo Miguel Segura, 32, que mora em Manaus. Desde o terremoto, Miguel e a família em Manaus mantêm contato diariamente com Luis Alberto. 

Luiz está há seis anos no Chile e contou que no dia do tremor estava em casa. O filho Miguel soube do ocorrido pela televisão e só conseguiu o primeiro contato com o pai na noite de sábado, 27. “Tenho uma família muito grande no país, mas graças a Deus não aconteceu nada com meus parentes, mas perdi amigos e a cidade está destruída. Quero que o meu pai volte logo ao Brasil. Entro em contato com ele todos os dias. Meus avós, que estão em Manaus, também estão muito abalados. Eles já passaram por três terremotos no Chile”, contou o professor.

Por telefone, Luiz Alberto Rojas, informa diariamente as condições da cidade onde mora. Segundo ele, a localidade está sem energia eletríca e aguá potável. Supermercados e lojas estão sendo saqueadas. Há também várias pessoas dormindo pelas ruas. “Devido a vários terremotos que já ocorreram aqui, muitas das casas já estão preparadas com estruturas para evitar que desabem durante tremores”, contou Luis Alberto emocionado ao EM TEMPO, por telefone, do Chile.

O cônsul do país em Manaus, Raul Schenique,  informou que até ontem não havia registro de amazonenses atingidos pelo terremoto no Chile. Schenique disse que atualmente existem 50 famílias chilenas residentes em Manaus, com parentes no Chile. “Apesar disso, fui procurado apenas por duas pessoas. Elas queriam informações de como estão as cidades atingidas e se havia registro de pessoas do Amazonas mortas lá. Nosso consulado está aberto a ajudar toda a comunidade chilena”, revelou.

Membro da diretoria da Associação Brasileira de Agência de Viagens do Amazonas (Abav-AM), Cláudia Mendonça, informou que a associação não possui informações sobre grupos turisticos do Estado no local. Uma das agências de turismo da capital informou que  havia preparado um pacote para um morador de Manaus embarcar para os  Lagos Andinos, no Chile, mas a passagem foi cancelada a tempo. “O nosso passageiro chegou a ir para São Paulo, de onde embarcaria para o Chile, mas conseguimos entrar em contato com ele e cancelar a passagem”, informou a supervisora de vendas da CVC, Neurely Fonseca. Ela informou também que depois da tragédia ocorrida naquele país, a venda de pacotes para o Chile está paralisada

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