Maurício Freire
Em uma partida cheia de cartões amarelos (sete), mas com apenas um gol, o Sul América derrotou o atual campeão amazonense, América, e chegou a seis pontos na classificação geral. Ao contrário do adversário, a equipe do Parque Dez perdeu a segunda partida consecutiva, ou terceira se contabilizarmos a estreia na Copa do Brasil, e já preocupa os seus torcedores que no final do jogo gritaram: “Vergonha, vergonha” para a equipe.
A partida começou com as duas equipes cautelosas e com poucas emoções. Até os 20 minutos da primeira etapa apenas dois lances perigosos ocorreram. O primeiro, aos seis minutos. Alessandro Toró recebeu a bola dentro da área, mas ao chutar fraco e nas mãos do goleiro adversário desperdiçou a chance do Sulão abrir o marcador. A outra jogada de perigo ocorreu aos 19 minutos. Em uma rara investida ofensiva do América na partida, o atacante Edinho aproveitou cruzamento da esquerda, mas cabeceou a bola longe do gol.
Os dois lances foram as únicas emoções na primeira etapa. Quem esperava que no intervalo os técnicos iriam mudar a postura dos times se deu mal. Assim como o primeiro tempo, o segundo também foi pobre de lances ofensivos. A primeira grande jogada foi exatamente a que resultou no gol do Sulão. Em excelente jogada pela esquerda, o meia Alessandro Toró driblou dois adversários e na hora de fechar com chave de ouro tocou a bola para Alex Coelho, filho do presidente do clube (Luís Costa) marcar o gol da vitória aos 27 minutos.
Sem muitas opções de jogo, o América foi para cima e quase tomou o segundo gol em dois lances de contra-ataque aos 30 e 36 minutos. No primeiro, Romário arrancou pela esquerda mas na hora de finalizar mandou a bola por cima do gol. Na outra investida, foi a vez do destaque do jogo, Alessandro Toró, finalizar em cima do goleiro mais uma boa chance de ampliar.
Para o técnico do Sulão, Iane Geber, o forte da equipe nos primeiros jogos do Estadual foi a parte física. “Como não conseguimos um campo com grama para treinar nas últimas semanas, priorizei apenas os trabalhos físicos e pedi que os jogadores se superassem nos 90 minutos. Acredito que se fizéssemos treinos coletivos poderíamos render muito mais”, disse o treinador.
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