Ano XXII - Manaus, 10 de Setembro de 2010
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Câmara
Decisão sobre CPIs sai hoje
08/03/2010

Ive Rylo
Especial para o EM TEMPO
politica@emtempo.com.br

Hoje, todos os pedidos de abertura de investigação no sistema de
transporte coletivo de Manaus serão recebidos e lidos em plenário, pelo
presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Luiz Alberto Carijó (PTB).
Em seguida, os  requerimentos serão encaminhados Procuradoria Jurídica da
Casa, para emissão de parecer dos procuradores. “Amanhã (hoje), lerei
todos os requerimentos que chegarem,  na Ordem do dia e, depois iremos
remeter à Procuradoria para verificar se cabe unificação, se o objeto não
é igual, se estão de acordo”, disse o presidente.
O encaminhamento deveria ter sido realizado ontem, porém, em virtude de
outras pautas, entre elas a  homenagem ao Dia Internacional da Mulher,
tudo foi adiado para hoje.
De acordo com Carijó, se os requerimentos forem aprovados em plenário, já
na próxima segunda-feira (15), serão apresentados as comissões ou comissão
terá seus membros definidos e os trabalhos serão iniciados.
Para a composição da comissão, será seguido o princípio da
proporcionalidade, em que a bancada com maior número de representantes,
tem direito a um maior número de vagas. Seguindo essa norma, as bancadas
governista e a independente indicarão três nomes, cada uma. Já a bancada
de oposição, apenas um.  “Os blocos nomeiam os membros, o relator e o
presidente e, cabe ao presidente da Câmara acatar ou não”, explica Carijó.
A proposta do vereador Wilton Lira (PTB), que conseguiu 19 assinaturas
dentro das três bancadas, pretende investigar as ações do Instituto
Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT), nos últimos cinco anos;
Consórcio Transmanaus; os critérios de concessão das kombis-lotação, dos
táxis, dos ônibus alternativos e executivos e as ações realizadas para
alcançar a melhoria no sistema de transporte coletivo da cidade. “Está nas
mãos do vereador Carijó. Protocolei na sexta-feira (5), no gabinete da
presidência. Fizemos nossa parte. Entendemos a preocupação do presidente
em zelar pela harmonia entre os grupos da Casa e o medo da guerra política
lá dentro. Mas, por outro lado temos que investigar o sistema de
transporte coletivo, como foi feito o consórcio. Onde estão esses 500
novos ônibus? Quem deu a autorização para as kombis-lotação rodar? E como
foram distribuídas as placas dos táxis? Estamos falando de concessão
pública, não vamos investigar Serafim ou Marcelo e, sim o sistema nos
últimos cinco anos”, assegurou Lira.
Questionado por outros parlamentares sobre a opção de realizar as
investigações, apenas nos últimos cinco anos, Wilton é taxativo e acredita
que, de outra maneira, a CPI não poderia chegar a um resultado prático.
“Se fôssemos buscar há dez anos, desde a época do Expresso, a CPI poderia
se tornar palanque eleitoral  e terminar em pizza. Não iríamos acabar
nunca. Como investigar dez anos em três meses? É preciso que a CPI tenha
começo e fim. Não vamos procurar culpados, queremos buscar soluções, e ver
onde foram cometidos os erros”, relata o vereador.

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