Ano XXII - Manaus, 10 de Setembro de 2010
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Gripe A
Primeira etapa de vacinação deve atingir mais de 18 mil
09/03/2010
Foto: Marcelo Cadilhe
Meta da campanha é vacinar 18 mil pessoas

A aplicação das primeiras doses da vacina contra a gripe A (H1N1) aos profissionais de saúde da Policlínica Castelo Branco, no Parque 10, Zona Centro-Sul, marcou o início da campanha de vacinação contra a doença, ontem, em Manaus, pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que coordena as ações de imunização na capital e oito comunidades indígenas próximas a capital.
O calendário de vacinação foi definido por técnicos do Ministério da Saúde (MS). “Esperamos vacinar mais de 18 mil profissionais que trabalham na área da saúde em Manaus”, explicou o secretário da Semsa, Francisco Deodato, que estendeu a abertura da campanha a outras três Unidades Básicas de Saúde (UBS) em bairros como São José, Armando Mendes e Santo Antônio.
No total, 800 mil doses serão aplicadas até o dia 21 de maio, data limite para finalização dessa primeira etapa. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e policlínicas do município, e nos centros de Atendimento e Integração à Criança (Caic) e de Atenção ao Idoso (Caimi) do Estado vão compor os 137 pontos de atendimento da campanha que funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A auxiliar de higiene dental, Marlete Espírito Santo, 30, foi uma das primeiras a receber a dose contra a gripe A e disse que é essencial a imunização para quem trabalha na área de saúde. “A exposição diária, principalmente pelo contato direto com os pacientes é um dos fatores de contaminação que nos expomos. Minha preocupação em estar protegida é a garantia de que minha família também estará segura”, declarou. A coordenadora da Policlínica Castelo Branco, Sandra Paes Leme, informou que todos os 70 funcionários da instituição de saúde serão vacinados embora o local nunca tenha registrado um caso da Influenza A. “Logo no começo da epidemia recebemos pacientes suspeitos, mas em nenhum caso foi comprovada a doença”, esclareceu a médica.
 
Prioridades
A programação de vacinação contemplará, primeiramente, os trabalhadores da saúde e os indígenas aldeados no período de 8 a 19 de março. As gestantes compõem o segundo grupo a ser imunizado, de 22 de março a 7 de maio. Doentes crônicos e crianças de seis meses a menores de dois anos de idade recebem a dose da vacina no período de 22 deste mês a 2 de abril. As pessoas entre 20 e 29 anos de idade serão atendidas entre 5 e 23 de abril. Já aquelas acima de 60 anos, que apresentem algum tipo de doença crônica serão imunizadas no período de 24 de abril a 7 de maio.
Nas cidades do interior do Estado, os postos de saúde não cumprirão o mesmo calendário da capital. A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), responsável pela vacinação nos municípios, avisa que, nestas localidades a campanha acontece em etapa única em consequência das dificuldades de alcance de certas regiões ribeirinhas. Já as populações indígenas, próximas a Manaus, serão imunizadas a partir do dia 15 pela Semsa. Oito comunidades receberão 660 doses da vacina contra a nova gripe
 
Vacinação impede
doação por 48 horas
A vacinação contra a gripe H1N1, iniciada ontem, impede a doação de sangue pelo período de 48 horas, segundo nota técnica e orientações prestadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde/Programa Nacional de Imunização e Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados.
A nota técnica e a orientação estão sendo divulgadas por causa de que parte da população alvo a ser vacinada no país durante a campanha se concentra no grupo de grande importância entre os doadores de sangue no Brasil, ou seja, de idade entre 20 a 39 anos (população adulta jovem).
A recomendação do período de inaptidão para doadores de sangue por no mínimo 48 horas é por existir, nesse intervalo, grande possibilidade de exames falsos positivos para HIV, hepatite C e HTLV, induzidos pela vacina para H1N1.
 
Confirmado mais um caso de H1N1
 
Comitê de Prevenção e Controle de Influenza do H1N1 confirmou, ontem, mais uma caso positivo da gripe A no Amazonas. A vítima é uma mulher que retornou de Santarém, no Pará, e apresentou sintomas de febre e dores no corpo. Com mais esse caso confirmado sobe para dez o número de casos da doença, dos quais nove do Amazonas e um proveniente do Estado do Pará. 
O exame foi realizado há 15 dias, mas somente ontem os resultados chegaram ao Comitê. No total, onze lotes de exames foram enviados para análise no Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), mas somente um exame deu positivo.
A paciente afetada já recebeu atendimento necessário e está em casa cumprindo o período de quarentena.
 

COMENTÁRIOS (1)
Em 27/03/2010 - 08:37:52, claudio postou:
Tem que haver uma divulgação maior quanto esse erro, minha esposa se vacinou e 13 horas depois passou mau para dar a luz, no teste de triagem deu HIV positivo, foi constrangedor, aceito as esplicações dos medicos mais ela não pode amamentar o bebe ate fazer um novo teste.
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