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    Mulheres compartilham experiências maternas na web e incentivam a empreender

    Giovanna começou a postar naturalmente os registros da sua gravidez de Miguel - Divulgação

    A primeira maternidade é um momento em que medos e inseguranças tomam conta das mães em meio a muitas obrigações. Preocupações com a saúde de quem ainda não sabe expressar o que sente, as noites em claro, amamentação, vacinas, fraldas para trocar, a odisseia de colocar para dormir. No entanto, as mães que compartilham suas experiências pelas redes sociais afirmam que os prazeres proporcionados por essa época compensam todas as aflições.

    “Ter um bebê não é fácil no geral, mas o prazer de tê-los nas nossas vidas supera qualquer dificuldade do dia a dia. Vivo um verdadeiro sonho e passamos por todas as curvas da vida com um sorriso no rosto e com muita fé de que tudo vai dar certo!”, enfatiza a estudante de Direito Giovanna Quércia, 20, que mantém o perfil @giovannaquercia no Instagram.

    Ela conta que começou a publicar de forma natural os registros de sua gravidez e em dois meses já acumulava dois mil seguidores. Hoje, depois do nascimento de Miguel, há menos de um mês, possui 54 mil. “Todo dia é um aprendizado. Sempre achei que não levaria jeito, afinal, eu sempre fui muito atrapalhada, mas o instinto materno realmente existe! No dia do parto também nasceu uma mãe. Aprendo com os meu erros e tenho me esforçado ao máximo. Não para ser a mãe perfeita, mas para ser a mãe de que ele precisa”, ressalta.

    Com mais de 80 mil seguidores, a digital influencer Giselle Araújo (@gisellearaujoperfil), 26, é mãe da Louise, de um ano, e afirma que é mais despachada quando o assunto é a criação de sua filha. “Eu a levo comigo nas minhas viagens, deixo que ela brinque na terra, que tenha liberdade”. Um registro curioso, segundo Giselle, foi quando ela levou Louise até uma vinícola, permitindo que pisasse em uvas. “Os meus seguidores ficaram surpresos”.

    As mães ensinam alguns truques para cuidar dos pequenos e ganham dinheiro com isso - Divulgação

    Para ela, que é mãe solteira, foi mais difícil acreditar que conseguiria dar conta sozinha das obrigações de mãe. “Essa foi uma dificuldade superada porque tenho, principalmente, o apoio da minha família”, ressalta.

    Tatiane Martins, 31, não é blogueira, mas também costuma registrar seus momentos com o marido e a pequena Nina. Ela diz ter recebido durante a gravidez alertas negativos em relação ao nascimento da filha, que foram desmistificados. “Alguns falavam: ‘aproveita para dormir e para sair porque depois que ela nascer, você não vai conseguir’. Mas a experiência tem sido melhor do que eu imaginava. Me sinto muito resiliente de continuar no meu propósito, que é ser uma mãe maravilhosa para ela”, enfatiza.

    ‘Empreendedorismo materno’

    Débora Lucena afirma que o blog @mamisebabys se tornou sua principal fonte de renda. “Antes de engravidar eu atuava como psicóloga e depois que o Joaquim nasceu, tentei retornar à minha rotina de trabalho, mas não consegui. Passei a me dedicar inteiramente ao meu filho e, com o tempo, com a necessidade de me voltar ao mercado de trabalho, o perfil que eu utilizava para minhas fotos acabou se tornando a minha ferramenta profissional”, relata.

    Atualmente com 35 mil seguidores, Lucena promove encontros com mães que, assim como ela, precisam conciliar o cuidado com os filhos com a vida profissional para tratar do que denomina “empreendedorismo materno”. “Nós também realizamos feiras, onde expomos produtos artesanais confeccionados pelas próprias mães”, informa.

    Kássio Nunes

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