Em um mercado no qual sites, aplicativos e plataformas digitais passaram a fazer parte da rotina de empresas e consumidores, a experiência proporcionada por uma interface ganhou importância estratégica. É nesse cenário que atua a Mug Studio, estúdio criado pela product designer Marina Nasser Guimarães e voltado ao desenvolvimento de experiências digitais sob medida.
A proposta da Mug parte de uma ideia que vai além da construção visual de uma página. O trabalho envolve compreender o problema, organizar informações, pensar a jornada do usuário e transformar essas decisões em uma experiência digital funcional e visualmente consistente.
Fundada por Marina, a Mug reúne elementos de design de produto, UX/UI e estratégia digital. Entre os projetos que fazem parte de sua atuação estão landing pages, sites institucionais, produtos SaaS e aplicativos mobile.
A trajetória da fundadora ajuda a explicar a proposta do estúdio.
Marina Nasser Guimarães nasceu em Ipameri, Goiás, em 19 de março de 1998. Em 2018, ingressou no curso de Design de Produto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), formação que seria a base para sua carreira na área de produtos digitais.
No ano seguinte, ampliou seus conhecimentos com estudos em Computação Gráfica e Arte Digital. A graduação foi concluída em 2023.
A formação acadêmica continuou depois da universidade. Em 2024, Marina iniciou uma pós-graduação em User Experience pela PUCRS, concluída em 2025. Em 2026, começou um MBA em Inteligência Artificial, Estratégia de Dados e Eficiência Organizacional pela FRONS.
A sequência de estudos acompanha uma transformação no próprio mercado. O profissional de design digital passou a lidar não apenas com estética e interface, mas também com dados, comportamento, tecnologia e inteligência artificial.
Foi antes da criação da Mug, porém, que Marina acumulou experiências em diferentes empresas e produtos digitais.
A carreira profissional começou em 2020, na Jera Software, onde participou da criação de mais de dez produtos digitais. Em 2021, passou pela Auvo Tecnologia, participando da incorporação do conceito de Design System à empresa.
No mesmo período, também atuou pela Accenture Brasil em projetos relacionados ao e-commerce da Vivo.
Em 2022, Marina viveu uma experiência de imersão cultural nos Estados Unidos, período em que aprimorou o inglês e desenvolveu habilidades de comunicação.
De volta ao Brasil, em 2023 passou a atuar na Luby Software, atendendo projetos de diferentes segmentos, incluindo os setores bancário, automotivo e de comércio eletrônico.
Em 2025, ingressou na Leroy Merlin como UX/UI Designer, trabalhando com o sistema de vendas e o Design System da companhia.
Já em 2026, passou a atuar na Cogna Educação, à frente do sistema de captação de alunos.
É nesse intervalo entre experiências corporativas, formação especializada e empreendedorismo que surge a Mug.
O estúdio representa uma mudança de posição profissional. Marina deixa de atuar somente dentro das estruturas de outras organizações e passa também a construir uma marca própria, levando para seus projetos a experiência acumulada em diferentes produtos, empresas e contextos.
A Mug trabalha com projetos digitais conduzidos de ponta a ponta. Isso significa que o trabalho pode começar ainda na definição do problema e avançar por etapas como pesquisa, arquitetura de informação, organização dos fluxos, prototipação e desenvolvimento da interface final.
Essa abordagem coloca o design no centro da experiência, mas não o trata como uma etapa isolada.
Uma landing page, por exemplo, não precisa apenas apresentar uma identidade visual. Sua estrutura precisa considerar o objetivo da página, a informação que o visitante procura, a hierarquia dos conteúdos e o caminho esperado até determinada ação.
O mesmo raciocínio se aplica a produtos SaaS e aplicativos. Nesses casos, a quantidade de telas ou funcionalidades pode aumentar consideravelmente a complexidade da experiência.
O desafio passa a ser criar uma estrutura que permita ao usuário entender o produto e realizar suas tarefas sem obstáculos desnecessários.
É justamente nesse ponto que a experiência acumulada por Marina em UX/UI e Design Systems encontra a proposta da Mug.
O avanço da digitalização ajuda a explicar por que esse tipo de trabalho ganhou espaço.
Dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostram que o Brasil investiu R$ 267 milhões em projetos estratégicos de tecnologias da informação e comunicação em 2025, mais que o dobro do valor registrado no ano anterior. O crescimento foi de 116%.
O movimento ocorre paralelamente ao avanço da inteligência artificial, computação em nuvem, automação e outras tecnologias que modificam a maneira como empresas desenvolvem produtos e se relacionam com seus usuários.
Nesse cenário, o design deixa de ser apenas uma questão estética.
A experiência de uso pode influenciar a compreensão de um serviço, a conclusão de uma compra, a adesão a uma plataforma ou a permanência de um usuário em determinado produto.
É por isso que áreas como UX e product design passaram a ocupar espaço mais próximo das decisões de negócio.
A inteligência artificial adiciona outra camada a essa transformação.
Marina atualmente amplia sua formação justamente nessa direção, com estudos voltados à inteligência artificial, estratégia de dados e eficiência organizacional.
Para o design, a IA pode interferir em diferentes etapas do processo. Ferramentas generativas já podem auxiliar na criação de referências, exploração de alternativas, organização de informações e prototipação.
Isso não significa, necessariamente, substituir o designer.
A principal mudança está na velocidade com que determinadas etapas podem ser executadas. A capacidade de avaliar resultados, entender o contexto e tomar decisões continua dependendo de conhecimento sobre usuários, negócios e produtos.
Essa distinção se torna relevante porque a popularização da inteligência artificial tende a aumentar a quantidade de interfaces e produtos digitais produzidos, mas não garante que essas experiências sejam boas.
O mercado brasileiro também está entrando em uma fase de maior maturidade tecnológica.
O estudo Mercado Brasileiro de Software 2026, elaborado pela IDC e divulgado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), apontou que o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação movimentou US$ 67,8 bilhões em 2025.
O número representou crescimento de 18,5% em relação a 2024. Para 2026, a projeção apresentada pela entidade é de crescimento de 5,3%.
Mais do que o tamanho do mercado, os números ajudam a contextualizar a quantidade de empresas que passaram a depender de produtos e serviços digitais.
Nesse ambiente, desenvolver uma experiência digital deixou de significar simplesmente colocar uma empresa na internet.
Sites, aplicativos e sistemas podem hoje estar diretamente ligados à aquisição de clientes, vendas, atendimento, operação interna e relacionamento.
É nesse espaço que a Mug procura se posicionar.
A empresa concentra sua atuação em experiências digitais sob medida, evitando tratar diferentes negócios como se tivessem exatamente as mesmas necessidades.
Essa lógica também aparece na própria trajetória profissional de Marina.
Sua passagem por empresas de diferentes setores proporcionou contato com problemas variados. E-commerce, tecnologia, varejo, educação, serviços financeiros e outros segmentos possuem usuários e jornadas diferentes.
Essa diversidade pode ser particularmente relevante para um profissional de produto, porque amplia o repertório necessário para identificar padrões e, ao mesmo tempo, reconhecer quando um problema exige uma solução específica.
A criação da Mug transforma esse repertório em uma atuação própria.
Ainda não existem dados públicos independentes suficientes para dimensionar faturamento, número de clientes, equipe ou participação de mercado da Mug Studio. Por isso, esses indicadores não são estimados.
O que é possível observar é a construção de um estúdio especializado em experiências digitais e a trajetória da profissional que está à frente da empresa.
Também é possível compreender a Mug dentro de uma transformação maior do mercado.
À medida que empresas investem em digitalização, aumenta a necessidade de profissionais capazes de conectar tecnologia e pessoas.
Uma plataforma pode ser tecnicamente sofisticada e, ainda assim, apresentar dificuldades de uso. Da mesma maneira, uma solução relativamente simples pode entregar uma experiência eficiente quando sua estrutura foi planejada de acordo com as necessidades do usuário.
Essa é uma das principais questões enfrentadas pelo design de produto contemporâneo.
Não se trata apenas de decidir como uma tela deve parecer, mas de compreender por que determinada tela existe, o que o usuário precisa fazer nela e como aquela interação se conecta ao restante do produto.
A Mug nasce dentro dessa lógica.
O estúdio criado por Marina Nasser Guimarães reúne sua formação em Design de Produto, experiência em UX/UI, contato com Design Systems e atuação em diferentes empresas e setores.
Agora, com a aproximação da inteligência artificial e dos dados à sua formação, a trajetória ganha uma nova camada.
O desafio para a Mug será acompanhar uma indústria que muda rapidamente sem perder aquilo que continua sendo essencial no design: compreender pessoas, organizar problemas complexos e transformar necessidades em experiências que façam sentido.
Mais do que criar telas, o estúdio busca atuar sobre aquilo que acontece antes e depois delas.
É nessa diferença que está a proposta da Mug: não apenas desenhar o que aparece na tela, mas pensar na experiência que acontece por trás dela.
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