O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), afirmou neste sábado (22) que pretende retomar a construção de casas e ampliar as políticas de habitação no estado. A declaração ocorreu durante o lançamento da candidatura do deputado estadual Wilker Barreto (PSD), no bairro Novo Aleixo, em Manaus.

Durante o evento, Omar também apresentou propostas voltadas às famílias que ainda não conseguiram conquistar a casa própria. Ao lado dele estavam a candidata a vice-governadora Alessandra Campelo (PSD) e o senador Eduardo Braga (MDB).

Na ocasião, Omar relembrou ações de seus períodos à frente do Governo do Amazonas e citou a construção de mais de 60 mil casas.

“Eu e o Eduardo já tivemos a oportunidade de governar o Amazonas e construímos mais de 60 mil casas. Veja nos últimos anos quantas casas esse governo construiu. Quem não quer ter uma moradia própria aqui? Todo mundo quer. Ninguém quer pagar aluguel nem morar de favor. Nós vamos voltar a construir casas e dar para o povo amazonense”, afirmou.

Programa prevê 40 mil novas moradias

As propostas estão reunidas no Programa Amazonas Habitação, incluído no Eixo 3 do Plano Estratégico de Desenvolvimento apresentado pelo candidato.

Segundo o plano, o Amazonas tem um déficit habitacional estimado entre 145 mil e 200 mil domicílios. Por isso, a proposta estabelece a produção ou contratação de 40 mil novas unidades habitacionais ao longo de um ciclo de dez anos.

Além disso, o programa prevê a regularização de 200 mil imóveis e a urbanização de áreas onde vivem aproximadamente 50 mil famílias.

Subsídio para aluguel

A proposta também prevê ampliar a produção de moradias por meio de parcerias com o programa Minha Casa, Minha Vida. A articulação envolveria o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e os municípios.

Outra medida apresentada é o Locação Social Amazonas. A iniciativa seria destinada a famílias urbanas com renda de até dois salários mínimos que tenham dificuldades para pagar aluguel.

De acordo com o plano, o programa poderia subsidiar até 80% do valor de mercado do aluguel. A meta é atender 5 mil famílias.

Além da construção de novas unidades, o programa prevê ações de regularização fundiária. O plano aponta mais de 270 mil domicílios urbanos sem titulação no estado.

Moradias adaptadas à Amazônia

O programa também propõe adaptar a política habitacional às características do Amazonas. Dessa forma, a proposta considera as diferenças entre comunidades ribeirinhas, áreas de várzea, aldeias indígenas e municípios que dependem do transporte fluvial.

Por isso, o plano prevê modelos de moradia específicos para comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas. A proposta considera as condições ambientais e culturais de cada região.

O documento também inclui ações de urbanização de assentamentos precários, melhoria da infraestrutura e do saneamento. Além disso, prevê soluções habitacionais adaptadas às condições climáticas da Amazônia.

“Essa opção não é nostálgica nem conservadora. É tecnicamente fundamentada, economicamente racional e culturalmente respeitosa”, afirma o plano de governo.

Segundo o documento, a proposta busca considerar a diversidade territorial do Amazonas para definir diferentes soluções habitacionais.

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