O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, defendeu a melhoria da qualidade da merenda escolar como uma das medidas necessárias para recuperar a rede estadual de ensino e garantir condições para que crianças e adolescentes permaneçam mais tempo nas escolas. A proposta foi abordada durante reunião com o pré-candidato a deputado federal Pauderney Avelino, na quarta-feira (12/8), em Manaus.

Para Omar, a alimentação precisa ser tratada como parte da estrutura necessária ao funcionamento das unidades, especialmente diante da proposta de ampliar a oferta de escolas de tempo integral na capital e no interior. Nesse modelo, em que o estudante permanece durante boa parte do dia na unidade, a oferta regular de alimentação adequada se torna ainda mais relevante.

O tema se conecta ao Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas ao tratar a educação de forma integrada, associando melhoria da aprendizagem às condições oferecidas para a permanência dos estudantes no ambiente escolar. A proposta defendida por Omar é recuperar não apenas a estrutura física das unidades, mas as condições necessárias para que a escola cumpra também seu papel de proteção e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Omar também destacou que a qualidade da educação depende do conjunto de profissionais que mantém uma escola funcionando diariamente. Ao falar das merendeiras, Omar afirmou que o trabalho desenvolvido por elas deve receber o mesmo reconhecimento dispensado às demais funções da rede.

“Quando eu entro na escola e vou lá com as merendeiras, para mim elas têm a mesma importância que o professor mais graduado da escola. São profissionais que ajudam a manter o equilíbrio das escolas”, afirmou.

A deputada estadual Alessandra Campelo, candidata à vice-governadora na chapa de Omar, também destacou o impacto social da alimentação oferecida nas escolas, principalmente para estudantes de famílias em situação de vulnerabilidade.

“Tenho a vida que tenho pelo poder da educação e queremos continuar mudando vidas através dela. Penso o que seria de mim sem educação, sem a escola pública, sem as professoras que me ensinaram, sem as merendeiras que me ajudaram. Muitas vezes, elas dão a comida que sobra para alunos em vulnerabilidade, que não têm nada em casa”, afirmou Alessandra.

Saúde mental dos professores
Omar também chamou atenção para a saúde mental dos professores e afirmou que a recuperação da educação precisa considerar a pressão enfrentada diariamente pelos profissionais. Segundo ele, professores conciliam problemas pessoais com jornadas que podem chegar a oito horas em sala de aula, muitas vezes diante de turmas numerosas e estudantes que também enfrentam dificuldades.

“O profissional fica com a saúde mental ruim. Isso tem que ser visto, essa pessoa tem que ser analisada com muito carinho”, afirmou.
O candidato relacionou ainda o bem-estar dos professores às condições de trabalho encontradas nas unidades.

“Não basta cobrar desempenho em sala se o profissional encontra uma unidade com problemas de limpeza, de infraestrutura. Se o professor for para uma sala de aula suja, ele fica decepcionado. Mas, se está tudo limpo, as carteiras arrumadas, ele se sente muito melhor para dar aula”, disse.

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