A Ambev está transformando o BORA Hub, estrutura de conexão do ecossistema de inclusão produtiva criada em 2024, em Instituto. Com isso, a empresa convida outras organizações a participar de uma nova estrutura voltada à geração de renda e oportunidades.

Sob gestão da Yunus Negócios Sociais, o novo Instituto terá governança compartilhada. Além disso, reunirá empresas e organizações em uma rede que já conta com 120 membros. Dessa forma, a proposta é ampliar a mobilização em torno da agenda de inclusão produtiva.

Rede já reúne 130 projetos

A transformação acontece após a construção de uma rede que reúne 130 projetos cadastrados. Juntos, os membros já geraram mais de R$ 810 milhões em renda.

Agora, o novo modelo busca transformar essa capacidade de articulação em uma infraestrutura de impacto. Para isso, pretende mobilizar mais capital, conhecimento, conexões e organizações. Assim, será possível ampliar o alcance das oportunidades de geração de renda.

A proposta também é combinar recursos financeiros com conhecimento e conexões. O objetivo é enfrentar uma das principais barreiras dos negócios de inclusão produtiva: o acesso às condições necessárias para desenvolver e ampliar suas iniciativas.

Nesse cenário, o fundo coletivo será uma das ferramentas do novo modelo. Ele reunirá recursos de diferentes empresas para apoiar iniciativas do ecossistema.

Além disso, o recurso será integrado a uma estrutura que já oferece capacitação, mentoria, conexão com o mercado, inteligência e articulação em rede. Com isso, a expectativa é fortalecer o apoio a negócios sociais e iniciativas filantrópicas.

Instituto terá participação de empresas

Com a criação do Instituto BORA, surge também uma nova forma de participação: os Alma Matters. São instituições investidoras que passam a integrar o Conselho Consultivo do Instituto.

Dessa maneira, elas poderão contribuir com diretrizes estratégicas e com decisões sobre a alocação dos recursos do Fundo. Enquanto isso, o Instituto seguirá sob gestão da Yunus.

O Conselho, por sua vez, amplia a construção coletiva e aproxima diferentes organizações de um mesmo propósito: fortalecer a inclusão produtiva e gerar impacto em escala.

Os recursos do Fundo serão direcionados ao apoio de negócios sociais e organizações sem fins lucrativos. Para isso, serão utilizados o FIDC Yunus e editais próprios do Instituto.

Convite a novas empresas

A estrutura começa com Ambev, Yunus e PepsiCo como membros fundadores. No entanto, a participação não será restrita a essas empresas.

O convite está aberto a outras organizações que queiram construir essa agenda conjuntamente. Ao se tornarem Alma Matters, elas poderão contribuir com conhecimento, recursos e capacidade de mobilização.

Assim, a rede pretende transformar colaboração em impacto concreto. Ao mesmo tempo, busca fazer da inclusão produtiva uma agenda cada vez mais coletiva no Brasil.

“O BORA nasceu na Ambev para ampliar a agenda de inclusão produtiva e, ao longo dos anos, deu origem a uma rede de organizações, projetos e oportunidades. Agora, damos um novo passo com o BORA Hub, que se torna Instituto para ampliar a mobilização de parceiros e recursos. A Ambev seguirá desenvolvendo suas iniciativas próprias, enquanto o Instituto amplia o espaço para a contribuição de outras organizações”, explica Laura Aguiar, diretora de Impacto e Relações com a Sociedade da Ambev.

Meta é incluir 5 milhões até 2032

A experiência acumulada pela Ambev na agenda de geração de renda e inclusão produtiva agora se soma à estrutura criada pelo BORA Hub, em 2024. A parceria com a Yunus Negócios Sociais busca, portanto, ampliar a participação do setor privado e reunir diferentes capacidades em torno desse desafio.

A companhia tem o compromisso de incluir produtivamente 5 milhões de brasileiros até 2032. Por isso, amplia o modelo para potencializar o alcance das iniciativas e oportunidades geradas pelo BORA.

“Inclusão socioprodutiva é um problema de escala nacional, e nenhuma empresa, OSC ou fundação resolve isso sozinha. O que aprendemos em dois anos de Bora Hub é que o valor não está apenas em cada organização, está na conexão entre elas: juntos fazemos mais do que a soma das partes. O Instituto Bora formaliza essa lógica em uma coalizão, com governança compartilhada e um fundo coletivo. Ele deixa de ser um programa e passa a ser infraestrutura de impacto para a tese de inclusão socioprodutiva, com dados, métricas e prestação de contas. O que estamos propondo é um verdadeiro pacto nacional pela inclusão socioprodutiva, e ele só se sustenta se quem financia e quem executa decidirem juntos”, afirma Bárbara Almeida Ladeia, gerente de Inovação Socioambiental da Yunus Negócios Sociais América Latina.

Ambev mantém projetos próprios

A criação do Instituto não encerra a atuação da Ambev no BORA. A companhia, responsável por criar e impulsionar a iniciativa em 2022, continuará como organização mantenedora.

Além de participar da governança do Instituto, a empresa seguirá desenvolvendo projetos próprios relacionados à sua cadeia e à sua estratégia de impacto.

Na mesma linha, a PepsiCo passa a integrar a iniciativa. A empresa destaca a importância da geração de renda e do desenvolvimento para o fortalecimento das comunidades.

“Na PepsiCo, acreditamos que ampliar oportunidades de geração de renda e desenvolvimento é fundamental para construir comunidades mais fortes e resilientes. Por isso, temos satisfação em integrar o Instituto BORA e somar esforços com organizações que compartilham o compromisso de ampliar a inclusão produtiva no Brasil. Essa iniciativa está alinhada à visão de PepsiCo Positive (pep+), nossa estratégia de crescimento com impacto positivo para as pessoas e para o planeta, e reforça nossa convicção de que a colaboração é essencial para promover transformações sociais em escala”, comenta Regina Teixeira, diretora sênior de Assuntos Corporativos da PepsiCo Brasil.

Investimentos começam em 2027

A previsão é que a constituição do Instituto seja concluída ao longo de 2026. Depois disso, o início dos investimentos do fundo está previsto para 2027.

Sobre o BORA

Criado em 2022 pela Ambev, o BORA surgiu como uma plataforma para apoiar diferentes projetos de geração de renda.

Em 2024, evoluiu para o BORA Hub, criado em parceria com a Yunus Negócios Sociais. Com isso, institucionalizou uma rede que já vinha sendo construída pela atuação da companhia em diferentes projetos.

Agora, em 2026, o BORA dá mais um passo. A iniciativa passa a contar com uma estrutura institucional própria. Dessa forma, poderá diversificar as fontes de financiamento, ampliar o número de organizações participantes e permitir que outras empresas assumam protagonismo na agenda de inclusão produtiva.

Mais informações sobre o BORA estão disponíveis no site da Ambev.

Sobre a Yunus

A Yunus Negócios Sociais é uma das organizações pioneiras do ecossistema de impacto no Brasil. Além disso, é referência nacional em inovação social, empreendedorismo de impacto e finanças socioambientais.

Fundada em 2013, a organização nasceu inspirada pelos princípios do professor Muhammad Yunus, criador do Grameen Bank e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006.

A Yunus é orientada pela visão de um “Mundo de Três Zeros”: zero pobreza, zero desemprego e zero emissão líquida de carbono.

Atualmente, a organização articula redes, mobiliza recursos e investe em soluções que conciliam impacto social, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica. Para isso, atua junto a empreendedores, investidores, corporações, organizações sociais e poder público.

Sua atuação está organizada em quatro frentes: Inovação Socioambiental Corporativa, Articulação de Ecossistemas, Desenvolvimento de Negócios e Finanças de Impacto Socioambiental.

Ao longo de mais de uma década, a Yunus acelerou mais de 320 negócios de impacto, entregou 66 projetos de inovação corporativa, desembolsou mais de R$ 40 milhões em investimentos no Brasil e impactou mais de 11 milhões de vidas.

Desde 2017, a organização é Empresa B — Best for the World certificada. Também é membro da Enimpacto.

Em 2025, alcançou autonomia plena de sua gestão e passou a operar como Yunus Negócios Sociais América Latina. Com isso, integrou as operações da Colômbia e manteve conexão com a rede global Yunus Social Business, Yunus Social Innovation e Yunus Centre.

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