Netinho, um dos nomes mais conhecidos do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, na Bahia. O cantor enfrentava um câncer do sistema linfático, diagnosticado em março de 2025, e chegou a compartilhar nas redes sociais detalhes das etapas do tratamento.
Dono de sucessos como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana” e “Milla”, Netinho marcou a música brasileira e ajudou a levar o axé para além das fronteiras do país. Lançada em 1996, “Milla” se tornou sua canção mais emblemática e um dos grandes símbolos do gênero musical.
O artista revelou o diagnóstico após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, com fortes dores nas pernas. Desde então, dividiu com os fãs informações sobre sua condição de saúde e o tratamento contra a doença.
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, em 12 de julho de 1966, Netinho mudou-se com a família para Salvador aos 10 anos. Foi na capital baiana que teve contato com a música e iniciou sua trajetória artística. Após começar a carreira solo, em 1993, conquistou projeção nacional e realizou apresentações internacionais, incluindo shows na Itália e no Chile.
Além da carreira como cantor, Netinho também atuou como empresário. No Rio de Janeiro, abriu um estúdio de gravação e mixagem que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Ele também criou um selo musical voltado ao lançamento de novos talentos baianos.
Entre 1997 e 2003, o cantor foi casado com a jornalista Mariana Trindade. Da união nasceu sua filha, Bruna Trindade.
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