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    Educação Municipal


    Funcionários e pais de alunos protestam contra fechamento de escola

    Eles contam que o único CMEI do bairro São Jorge, que atende mais de 100 crianças, corre o risco de não funcionar no ano que vem

    Manifestação bloqueou por algumas horas o trânsito de veículos próximo à avenida Brasil | Foto: Ione Moreno/Em Tempo
    Manifestação bloqueou por algumas horas o trânsito de veículos próximo à avenida Brasil
    Manifestação bloqueou por algumas horas o trânsito de veículos próximo à avenida Brasil | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    Manaus - Pais, responsáveis de alunos e profissionais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Nilza Godoy Melo interditaram, por algumas horas da manhã desta quinta-feira (13), a rua Senador Cunha Melo, no bairro São Jorge, Zona Oeste, em por medo da unidade ser interditada. Ao menos 20 pessoas aderiram ao ato público. 

    Mesmo na chuva, os manifestantes estenderam cartazes e montaram uma barreira para os carros não passarem. Com a ajuda de um carro de som transmitindo o áudio de vídeos ao vivo nas redes sociais, o protesto congestionou o trânsito nos dois sentidos da via, inclusive para os veículos acessando pela avenida Brasil. 

    A professora Mariza de Souza trabalha há quase dez anos no prédio atual do CMEI. Antes disso, a escola funcionava dentro da Igreja do São Jorge, desde 2002, e sempre beneficiou as crianças que não podiam estudar em outros bairros, segundo ela.

    "Se fecharem a escola, os menores não terão condições de ir para outros cantos. Nos informaram que 110 crianças serão transferidas para o CMEI Jean Piaget, no Santo Antônio, mas ainda assim será inviável", defendeu a professora. 

    Em relação aos professores e pedagogos, ela falou que não sabe onde irão trabalhar e que será igualmente difícil para todos saírem do bairro. "Esse é o único CMEI das proximidades. Atende alunos do Vila da Prata e ainda outros bairros. Não podemos ficar sem ele", completou. 

    O aviso do fechamento chegou por uma representante do Distrito Oeste da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Funcionários da escola disseram à reportagem que ela não deu um prazo para a unidade ser fechada, mas que os alunos seriam realocados para diversas unidades do município, e que a partir de 2019 a escola iria fechar. 

    Prefeitura confirmou que a escola não irá funcionar em 2019
    Prefeitura confirmou que a escola não irá funcionar em 2019 | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    O pai de duas alunas do CMEI, Genilto Amâncio, disse que a cada ano ocorre a mesma história de anúncio de fechamento e manifestações. No ano passado, moradores da região fizeram um abaixo-assinado com quase 700 assinaturas e fecharam um acordo com o poder público de continuar alocando a unidade no mesmo prédio por mais cinco anos, segundo ele. 

    "Não iremos admitir o fechamento repentino do nosso CMEI, como já aconteceu em outros lugares", reportou. Em resposta, a Prefeitura disse em nota oficial que o fechamento da unidade se dará realmente em 2019 devido à baixa demanda de alunos.

    "O prédio, que é locado, possui 17 salas, das quais apenas seis são utilizadas e atendem um total de 189 alunos, sendo 90 no matutino e 99 no vespertino, enquanto a capacidade de atendimento do local é de 680 estudantes", informou trecho da nota. O atendimento se dará pelo remanejamento dos alunos e profissionais para outras unidades.

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