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    Justiça


    Mãe vai acionar Sejel na Justiça por acidente em treino de Jiu-Jítsu

    De acordo com a mãe da criança, a filha era estudante do Centro de Convivência e treinava Jiu-Jítsu das 7h às 9h

    Maria Parrião contou que a menina estava lutando com outra coleguinha, quando um rapaz de quase dois metros de altura caiu em cima do pescoço de sua filha
    Maria Parrião contou que a menina estava lutando com outra coleguinha, quando um rapaz de quase dois metros de altura caiu em cima do pescoço de sua filha | Foto: Divulgação

    Manaus - Após um treinamento mal conduzido no Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, no último dia 18 de outubro, que levou a uma fratura em dois ossos na vértebra da pequena A. P. S. P., de 12 anos, a mãe da criança, Conceição de Maria Parrião, pretende acionar a Secretaria de Estado de Juventude, Desporto e Lazer (Sejel) na Justiça. 

    De acordo com a mãe da criança, a filha era estudante do Centro de Convivência e treinava Jiu-Jítsu das 7h às 9h. “As crianças treinavam com outros atletas, que eram bem maiores. Eu já estava pensando em tirar minha filha de lá, pois o espaço era muito pequeno para muitos atletas. Uns ficavam bolando em cima de outros”, disse a mãe. 

    Maria Parrião contou que a menina estava lutando com outra coleguinha, quando um rapaz de quase dois metros de altura caiu em cima do pescoço de sua filha, chegando a fraturar dois ossos da segunda vértebra. 

    “Eu fiquei esperando o atendimento médico, pois lá tem uma equipe de enfermagem. Já na sala de enfermaria, minha filha chorava muito e dizia que não conseguia mexer o pescoço, mas a equipe de saúde disse que só era para levar ela para casa e dar algum remédio, que só havia uma torção no pescoço”, relatou a mãe da criança. 

    Maria Parrião disse que a dor da criança era tanto que resolveu levar a filha na mesma hora para o Pronto Socorro Joãozinho. Chegando lá, a mãe falou que um raio-X não mostrou nada, mas após uma tomografia ficou constatado que havia fratura em dois ossos da segunda vértebra, o que fez a criança ficar internada por 18 dias. 

    “Eu fui ao Centro de Convivência, falaram que iam dar assistência para minha filha, mas nada fizeram. Os médicos informaram que só iriam liberar ela se tivesse um colar cervical. Voltei no Centro de Convivência e voltaram a falar que iriam ajudar, mas novamente não fizeram nada”, contou Conceição. 

    A mãe da criança disse que só conseguiu o colocar depois de um tempo, após alguns amigos acionarem um pastor que estava nos Estados Unidos. “Ele trouxe o colar no preço dos EUA, paguei cerca de US$ 300 dólares, cerca de R$ 1,2 mil. Eu tive que fazer um empréstimo de R$ 3 mil para comprar o colar e custear todo esse processo que está acontecendo com a minha filha”, disse a mãe da criança. 

    Conceição de Maria declarou que a filha já está em casa, mas precisa de repouso e de um acompanhamento médico. A mãe da criança disse que foi uma equipe no hospital e falaram que iam dar total assistência para a criança.

    “Minha filha precisa de um acompanhamento de ortopedista de 15 em 15 dias, mas nada fazem, vou ter que acionar a Justiça, para que minha filha não seja penalizada. Minha filha corre risco de ter sequelas. O médico falou que minha filha é um milagre, sem contar que a minha filha foi conduzida para o hospital de qualquer forma”, disse a mãe da criança. 

    Mais informações: (92) 99222-8789 “Conceição de Maria Sá Parrião”, mãe da criança que sofreu o acidente.

    Posicionamento Sejel

    A Sejel informou nesta quinta-feira (20), por meio de nota, que "reconhece o acidente". Segundo o órgão, "na época do fato, foi prestada toda a assistência para a família da criança que se machucou, assim como houve também o acompanhamento do caso pelo coordenador da Sejel na unidade e pela gerente dos Centros de Convivência da Sejel".

    A secretaria diz ainda que "houve o comparecimento do coordenador no hospital, onde a criança se encontrava internada, oportunidade em que foi oferecida pela equipe toda a assistência necessária, entretanto, a mãe da criança informou que já havia conseguido a compra do colar cervical, então não seria preciso ajudar nesse sentido".

    Por fim, a Sejel reitera que "as atividades esportivas do Centro são acompanhadas por profissionais e em esportes como o jiu-jítsu, é grande a possibilidade de haver algum tipo de acidente por conta do contato físico".

    A nota conclui informando que "a secretaria não compactua com nenhum tipo de negligência em qualquer de suas áreas de atuação e continuará fazendo o acompanhamento do caso, como esteve desde o dia do ocorrido"

    *Com informações da assessoria

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