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    PARALISAÇÃO


    Servidores do IML reivindicam melhorias nas condições de trabalho

    Os peritos cobram melhorias nas condições de trabalho, e que as atividades sejam feitas de acordo com a lei

    "Não temos geladeiras o suficiente. Já temos oito corpos lá e não sabemos como resolver", afirma presidente dos sindicatos dos peritos, Viviany Pinto | Foto: Divulgação/Sinpoeam

    Manaus - Diante do registro crescente de mortes em Manaus nesta quinta-feira (25), os servidores do Instituo Médico Legal (IML) afirmam que não há estrutura física no órgão, para o armazenamento dos corpos recolhidos ao redor da capital. Os peritos relataram também sobre a falta de equipamentos para a realização da necrópsia e recolhimento das vítimas de homicídios e fatalidades.

    De acordo com a presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam), Viviany Pinto, até a tarde de quinta-feira (25), um total de oito corpos foram encaminhados ao Instituto. "Não temos geladeiras suficientes. Já temos oito corpos lá e não sabemos como resolver", afirmou Viviany, acrescentando que muitos corpos ainda não foram liberados para o reconhecimento das famílias porque não há como realizar a radiografia. "Os corpos que não precisarem de radiografia serão liberados", frisou.

    Viviany acrescentou ainda que os peritos cobram dos governantes que as atividades sejam feitas de acordo com a lei. Ela também disse que os serviços nos outros institutos ainda estão em andamento. “A perícia não está parada. Mas estamos abertos ao diálogo com as autoridades, para buscar melhorias e solucionar os problemas”, concluiu Viviany.

    Os peritos relataram também falta de equipamentos para a realização da necrópsia e recolhimento das vítimas de homicídios e fatalidades
    Os peritos relataram também falta de equipamentos para a realização da necrópsia e recolhimento das vítimas de homicídios e fatalidades | Foto: Divulgação/Sinpoeam

    Operação "Cumpra-se a Lei"

    Os peritos iniciaram nesta quarta-feira (24) “Operação Cumpra-se a Lei”, que reivindica às autoridades melhorias nas condições de trabalho. As principais reclamações envolvem a falta de equipamentos para realizar as necrópsias, procedimentos que envolvem análises para a conclusão dos laudos e bem como a insuficiência de veículos para o recolhimento das vítimas.

    Posição

    Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que a paralisação dos servidores do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) é ilegal, uma vez que os serviços essenciais à manutenção da ordem pública, como a segurança, não podem ser interrompidos. 

    Uma das providências que a SSP tomou foi a convocação de médicos da Polícia Militar para atuarem como peritos em situação ad hoc. Ainda na tarde desta segunda-feira, a SSP fez a transferência temporária de veículos e servidores responsáveis pela remoção de cadáveres de crimes violentos, para saída simultânea com as equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). 

    "Com relação às fiscalizações realizadas, por órgãos técnicos, à pedido do SINPOEAM, no Instituto de Criminalista e no Instituto Médio Legal (IML), a Secretaria de Segurança ressalta que, assim que a nova gestão assumiu, em janeiro de 2019, iniciou projetos para a resolução de diversos problemas estruturais que foram herdados de gestões passadas e se arrastam há mais de três décadas. Esses problemas não impediram, até o início da semana, que os profissionais do DPTC continuassem exercendo suas funções", diz a nota. 

    Edição: Lucas Vítor Sena

    Veja reportagem da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Gabriela Moreno/TV Em Tempo

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