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    Mortes no Compaj


    Rebelião, agora controlada, começou durante visita de familiares

    Reforço em outras unidades do sistema penitenciário foram determinadas pelo secretário de Segurança Pública

    O Grupo de Intervenção Prisional (GIP), foi chamado
    O Grupo de Intervenção Prisional (GIP), foi chamado | Foto: Izaias Godinho/ Em Tempo

    Manaus – A rebelião dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) está controlada, afirmam a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AM) e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Reforços foram enviados para os demais presídios do Estado para evitar motins sequenciados, em virtude das 10 mortes confirmadas dentro do presídio onde ocorreu também o massacre de 56 mortos em janeiro de 2017.

    De acordo com familiares de presos, a rebelião aconteceu no momento da visitação. "Estávamos visitando os presos quando começou um corre-corre e gritaria. Todo mundo saiu correndo, mas alguns presos foram levados para a quadra", contou a mãe de um detento.

    Em nota, os órgãos informaram que o Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, foi acionado pela Seap para atuar no Compaj, onde estava acontecendo uma briga entre presos. Os policiais fizeram a intervenção no presídio, por volta do meio-dia. 

    Após rebelião, familiares de detentos buscam notícias
    Após rebelião, familiares de detentos buscam notícias | Foto: Izaias Godinho/ Em Tempo

    Neste momento, há reforço de policiamento nas muralhas, nos ramais de acesso e na estrada. Ainda está sendo feito levantamento sobre o total de mortes e a identificação deles. O secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, determinou, ainda, reforço em outras unidades do sistema, por medida de precaução.

    Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas fazem sobrevoo no sistema, nesta tarde. Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns.

    Familiares em busca de notícias
    Familiares em busca de notícias | Foto: Izaias Godinho/ Em Tempo

    Dezenas de pessoas estão na frente do Compaj para obter informações sobre os seus familiares.

    “Essas coisas acontecem porque eles se revoltam com o tratamento que recebem aí dentro. Na comida do meu filho tinha até caracol, e isso desperta a raiva dentro deles”, disse, aos prantos, a mãe de um detento.

    A reportagem do Em Tempo está na frente do ramal do presídio acompanhando a ação policial. Veja vídeo:

    A reportagem está na frente do ramal do presídio acompanhando a ação policial | Autor: Izaías Godinho
     

    De acordo com o secretário da Seap, coronel Marcus Vinícius Almeida, é importante destacar que a intervenção foi rápida e que o tempo de resposta foi muito reduzido em relação a ocorrências anteriores, devido ao GIP, criado no início desta gestão.

    Massacre

    Em 1º dia de janeiro de 2017, o Amazonas registrou um massacre de presidiários e fuga em massa após rebelião no Compaj. Muitos dos internos foram esquartejados. A motivação para a rebelião foi desencadeada pela guerra entre facções rivais e em protesto contra a superlotação. 

    O massacre resultou na morte de 56 detentos, além da fuga de 130. Aproximadamente 200 detentos respondem na Justiça pela barbárie cometida no maior presídio do Amazonas. 

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