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    Incêndio


    Vítimas de incêndio do São Lázaro dizem não ter onde morar

    A Prefeitura de Manaus montou uma força-tarefa entre os órgãos de apoio e proteção social para prestar auxílio às vítimas do incêndio ocorrido na tarde de domingo, no bairro São Lázaro

    Incêndio na comunidade do bairro São Lázaro, beco Magalhães Barata | Foto: Divulgação

    Manaus - Um dia após o incêndio na comunidade do bairro São Lázaro, beco Magalhães Barata, Zona Sul da capital, ocorrido na tarde de domingo (23), os moradores pedem mais apoio e amparo da comunidade e dos órgãos públicos responsáveis. De acordo com o registro da comunitária do local que não se identificou, foram sete casas atingidas e 12 famílias com perda total de pertences. “Contabilizamos 7 casas e 12 famílias, pois algumas famílias dividiam suas casas” disse a mulher ao Portal EM TEMPO.

    O laudo sobre as causas do incêndio ainda não foi divulgado, pois geralmente fica pronto 30 dias após a ocorrência do sinistro.  A moradora e vítima Patrícia Melo, de 39 anos, diz que há "comentários" de que um morador teria incendiado um colchão. “Disseram que foi um rapaz ali de trás que estava bêbado. Há três dias ele estaria querendo queimar o colchão, pois estava em briga com o vizinho, mas ontem foi aquela coisa horrível, ele parece ter conseguido tocar fogo no colchão. Quando vimos aquela fumaça preta, nos apavoramos”, diz a mulher.

    Com perda total, as vítimas não têm para onde ir e aguardam um posicionamento do poder público. “Não deu pra tirar nada, não sobrou nada. Hoje eu não tenho onde morar com meus três filhos, por que minha casa está só cinzas. Ontem eu dormi na casa da minha filha, mas hoje não sei para onde vou. É triste”, diz Patrícia, completando que "muita gente aqui que não tem pra onde ir, não tem onde ficar, e vão ficar onde ?"

    A Prefeitura de Manaus montou umaforça-tarefa entre os órgãos de apoio e proteçãosocial para prestar auxílio às vítimas.

    “Estamos concentrando o atendimento na igreja Bom Pastor, na rua Magalhães Barata, trazendo as famílias atingidas, algumas que perderam tudo e outras com danos parciais. Vamos fazer o levantamento socioeconômico de todas as pessoas atingidas e, conforme a necessidade, o encaminhamento para o auxílio-aluguel”, explicou a titular da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Conceição Sampaio, que chegou ao local pouco tempo depois do início do incêndio e continua com o trabalho na manhã desta segunda (24).

    A primeira dama Elizabeth Valeiko também esteve presente na Igreja Bom Pastor na manhã desta segunda (24), em reunião com os órgãos de apoio para planejamento de ações sociais e a realização da entrega de alguns kits para as vítimas. “Temos pessoas aqui que precisam de tudo e estamos aqui para entregar a cesta básica e também pedir doações. É importante que todos entendam que a nossa vontade, disposição, responsabilidade de estar aqui. Nós vamos ficar até o final”, diz a primeira dama.

    A Semasc atua em parceria coma Defesa Civil no levantamento das famílias atingidas pelo incêndio. “Além do cadastramento das famílias, fizemos uma primeira vistoria na área atingida pelo fogo para verificar as casas queimadas, entre casas de madeira, mistas e de alvenaria. A avaliação foi para verificar o risco de desabamentos e isolar os locais que ofereçam perigo aos moradores do local”, destacou o secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, Cláudio Belém.

    Para quem quiser ajudar com doações de roupas, alimentos, materiais de higiene pessoal ou outra coisa que seja necessário para as famílias, pode entrar em contato com Patrícia Melo (92) 999070451 ou Rina Melo (92) 993227867.

    Para doações pessoalmente, basta se encaminhar até a Igreja Bom Pastor, lozalizada na rua Magalhães Barata no bairro São Lázaro. 

    *Com informações da assessoria