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    QUARENTENA


    Coronavírus: Ufam suspende calendário letivo por prazo indeterminado

    Decisão foi tornada pública na noite desta quinta-feira (26)

    Universidade Federal do Amazonas suspende ano letivo por tempo indeterminado | Foto: Divulgação

    Manaus - Em decorrência do novo coronavírus, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu o calendário do ano letivo de 2020 por tempo indeterminado. A decisão foi assinada pelo reitor da Instituição, Sylvio Mário Puga, considerando as declarações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a necessidade redução da transmissão da nova Covid-19.

    A Ufam já estava com as aulas temporariamente suspensas desde o dia 16 de março. A primeira suspensão das atividades duraria apenas 15 dias. A nova decisão foi proferida após reunião realizada na quarta-feira (25), no Comitê Interno de Enfrentamento ao Surto de Coronavírus da Universidade Federal do Amazonas, criado pela portaria nº 646/2020. 

    Em documento público divulgado na internet, a Instituição diz ainda que "possui um número expressivo de estudantes em situação de vulnerabilidade social e econômica e que não dispõe de recursos tecnológicos para acesso aos conteúdos ministrados na modalidade EAD" (ensino à distância)", sendo essa uma das razões para a suspensão do ano letivo.

    No mesmo texto, fica determinado que a universidade não pode ter os serviços essenciais interrompidos, mas sim realizados de forma remota. 

    Veja a decisão completa:

    Decisão
    Decisão | Foto: Divulgação

    Decisão
    Decisão | Foto: Divulgação

    Vice-reitor infectado

    Vice-reitor Jacob Cohen
    Vice-reitor Jacob Cohen | Foto: Reprodução

    No dia 18 de março, o vice-reitor da instituição, o médico Jacob Cohen, contraiu o novo coronavírus. Segundo a Ufam, ele testou positivo no dia 16 de março, depois de retornar de uma viagem a São Paulo. O médico já havia recebido contraprova negativa para Covid-19 e era considerado 'caso descartado' pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).

    Segundo informações fornecidas pelo próprio vice-reitor, ele esteve com um grupo de 25 colegas norte-americanos e canadenses no programa “Oftalmologia humanitária”, onde ele acredita ter contraído a doença.

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