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    Dengue


    Casos de dengue em Manaus crescem em 138,3% neste ano

    Entre o mês de janeiro e o dia 20 de março deste ano, foram registrados 613 casos notificados e 193 casos confirmados de dengue.

    A doença pode ser evitada eliminando os focos de proliferação do mosquito
    A doença pode ser evitada eliminando os focos de proliferação do mosquito | Foto: Divulgação

    Manaus - Com a recomendação para o isolamento social na prevenção à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, a Prefeitura de Manaus chama a atenção sobre a importância do reforço na inspeção domiciliar para a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

    Os dados da Semsa mostram que, entre o mês de janeiro e o dia 20 de março deste ano, foram registrados 613 casos notificados e 193 casos confirmados de dengue. Os números mostram que houve um aumento de 138,3% de casos confirmados e de 24,1% dos casos notificados em relação ao mesmo período do ano passado.

    Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Marinélia Ferreira, a principal preocupação no momento é com o crescente registro de casos notificados e confirmados de dengue este ano.

     “O Ministério da Saúde já alertou para o risco de epidemia de dengue em todo o Brasil, o que também causaria superlotação nos serviços de saúde, como acontece no caso da Covid-19. Mas, no caso da dengue é possível afastar a circulação do vetor de transmissão com medidas simples. Com isolamento social, a população deve aproveitar esse momento para ampliar o número de inspeções nas residências, onde há a maior concentração de possíveis criadouros do Aedes”, ressalta Marinélia.

    Na área externa do imóvel, a atenção é para os depósitos que são mais comuns, como: cacos de vidro nos muros, calhas obstruídas, caixa d’água, tambor, tanques, cisternas e cacimbas sem tampas, latas de tinta e de refrigerante, baldes, garrafas de vidro e plástico, lonas, canaletas de escoamento e caixa de gordura, pneus, vasilha para alimentação de animais, oco de árvore, bromélias, vaso e pratinho de planta e material descartável.

    Na parte interna do imóvel, os criadouros podem ser identificados com água acumulada em bebedouros, bandejas de geladeiras, aquários, vasos de plantas aquáticas, penico, banheiros desativados (ralo e vaso sem uso contínuo), caixa d’água, balde, tambor dentro de banheiros e vasilhas debaixo da pia, por vazamentos.

    “O Aedes tem reprodução de forma fácil em diversos ambientes e muitas vezes os moradores não percebem, até a identificação de um familiar com sintomas de dengue”, alerta Marinélia.

    Uma das estratégias que podem ser utilizadas é a aplicação do checklist 10 minutos contra o Aedes, que envolve a inspeção semanal, por 10 minutos, nas residências, com o objetivo de manter o ambiente livre de larvas do mosquito.

    “Estudos mostram que uma inspeção semanal de 10 minutos pode reduzir o número de possíveis focos do mosquito na residência, de forma eficiente. Muitas pessoas estão em casa em isolamento social e esse trabalho de vistoria deve ser reforçado, para evitar uma epidemia de dengue, em especial nesse momento de pandemia da Covid-19”, conclui a diretora do Devae.



    Com informações da assessoria