Fonte: OpenWeather

    Colapso na Saúde


    Pandemia: prefeito de Manaus diz à 'Veja' que vai começar a rezar

    Prefeito de Manaus Arthur Neto fez pedidos ao vice-presidente Mourão que esteve em Manaus e diz que vai “começar a rezar”

    Arthur Neto disse que irá começar a rezar diante da pandemia que se alastra pela capital do Amazonas
    Arthur Neto disse que irá começar a rezar diante da pandemia que se alastra pela capital do Amazonas | Foto: Lucas Silva

    MANAUS (AM) - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), em entrevista à Revista Veja, disse que antes de receber o vice-presidente da República Hamilton Mourão nesta segunda-feira (20), preparou uma lista de problemas enfrentados na cidade com o avanço do coronavírus, a começar pelos casos da doença nas regiões mais pobres, assim como a falta de estrutura e leitos nos hospitais, de profissionais de saúde e, por fim, o aumento no número de sepultamentos em meio à pandemia.

    O inventário de dificuldades existentes na capital do Amazonas foi tema da reunião realizada nesta segunda (20) com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. “Tem muita gente morrendo em casa, insuficiência dos hospitais de atender. E uma coisa que eu quase nunca faço, mas estou começando a pensar em fazer é rezar”, diz.

    Um dos graves problemas tratados foi a ausência de medicamentos e tomógrafos, além da falta de médicos para atender a demanda de doentes que não param de chegar aos hospitais. Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, divulgados neste domingo (19), o Amazonas já registrou 2.044 casos confirmados e 182 óbitos causados pelo coronavírus.

    "A região não estava preparada. Manaus não estava preparada para tudo isso. O coronavírus veio tomando conta como se fosse um exército romano invadindo uma outra cidade, um outro reino que estivesse com o seu pessoal dormindo. Não havia uma força que se contrapusesse ao corona”, afirma Arthur Virgílio.

    Desde o início da pandemia, Manaus conseguiu utilizar somente a área de uma escola ainda não inaugurada para a criação de um hospital temporário. Até o momento, já foram instalados 55 leitos e 2 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para reforçar o sistema de saúde. 

    Embora não seja atribuição da prefeitura atender casos de alta e média complexidade, Virgílio afirma que o objetivo é instalar, no total, 152 leitos e 28 UTIs. “Eu não vejo outra saída a não ser, ao invés de me antagonizar e ficar apontando defeitos, procurar trabalhar o máximo possível junto com o governador para resolvermos situações com rapidez”, disse o prefeito de Manaus.