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    Cheia 2020


    Defesa Civil realiza Operação Cheia 2020 na zona rural de Manaus

    Todos os anos, entre os meses de maio e junho, ocorre a subida dos rios no Amazonas e, com a cheia, bairros e comunidades tanto da zona urbana como rural, em Manaus, podem ficar alagadas, dependendo do volume de água.

    De acordo com a Diretora de Operação do órgão, Bibiane Araújo, se o rio Amazonas atingir a cota de emergência, de 29 metros, várias famílias da zona rural terão suas residências inundadas por conta da cheia
    De acordo com a Diretora de Operação do órgão, Bibiane Araújo, se o rio Amazonas atingir a cota de emergência, de 29 metros, várias famílias da zona rural terão suas residências inundadas por conta da cheia | Foto: Divulgação Defesa Civil

    MANAUS (AM) -Todos os anos, entre os meses de maio e junho, ocorre a subida dos rios no Amazonas. Com a a cheia, bairros e comunidades tanto da zona urbana como rural, em Manaus, podem ficar alagados, dependendo do volume de água. Para que ocorra uma grande cheia há diversos fatores, como o volume de chuva que cai nas cabeceiras, degelo na cordilheira dos andes, dentre outros.

    A bacia amazônica é a maior do mundo. Manaus é cortada pelo segundo maior rio dessa bacia, o Negro, que logo à frente se junta com outro maior ainda, o rio Solimões, para dar origem ao mais emblemático rio do mundo: o famoso rio Amazonas, o maior em extensão e volume de água do mundo.

    Cheia 2020

    Como parte do planejamento das ações da operação Cheia 2020, a Prefeitura de Manaus realizou nesta quarta-feira, 27/5, o primeiro levantamento de vistorias nas comunidades rurais de Manaus, localizadas no rio Amazonas.

    A ação é realizada pela Secretaria Executiva de Protecão e Defesa Civil de Manaus e tem como objetivo antecipar as atividades de prevenção e monitoramento nas áreas passíveis de alagação, por conta do fenômeno da cheia, para minimizar os impactos causados na capital amazonense e na zona rural.

    De acordo com a Diretora de Operação do órgão, Bibiane Araújo, se o rio Amazonas atingir a cota de emergência, de 29 metros, várias famílias da zona rural terão suas residências inundadas por conta da cheia, assim também como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as escolas municipais que atendem os moradores das comunidades.

    “Por isso, fazemos esse levantamento todos os anos, acompanhando essas famílias para sabermos se já têm casas afetadas para possíveis doações, ou seja, no próximo monitoramento será para fazer a entrega de benefícios”, explicou Bibiane.

    Ao todo 12 comunidades rurais que sofrem anualmente com a subida do rio Negro são monitoradas pela Defesa Civil. São elas: União e Progresso, São Francisco, Assentamento Nazaré, São Pedro, Bom Sucesso, Santa Rosa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Canaã, São Raimundo, Nossa Senhora do Carmo e Nova Cesaréia. 

    Operação Cheia 2020 

    As ações da operação Cheia 2020 iniciaram ainda no mês de janeiro, com a participação das secretarias municipais de Saúde (Semsa), da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Visa Manaus, Guarda Municipal, Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), além da Polícia Militar do Amazonas.

    “A Defesa Civil de Manaus, por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto continua fazendo o monitoramento das áreas que possivelmente poderão ser afetadas pelas cheias de 2020, apesar do primeiro e segundo alerta do CPRM indicarem que as áreas vulneráveis vão ficar abaixo da cota de emergência. Mesmo assim, estamos fazendo esse monitoramento”, explicou Cláudio Belém, secretário da Defesa Civil de Manaus.