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    Covid-19 no Amazonas


    FVS-AM alerta para que atos de prevenção contra a Covid-19 continuem

    A diretora-presidente do órgão, Rosemary Pinto diz que é necessário continuar vigilante e não baixar a guarda para o vírus

    “Precisamos continuar com a vigilância, com o controle, com uso de máscara", alerta Rosemary Pinto
    “Precisamos continuar com a vigilância, com o controle, com uso de máscara", alerta Rosemary Pinto | Foto: Michell Mello/Secom

    Manaus - Mesmo com redução no número de internações e  mortes provocadas pela Covid-19 no Estado, amazonenses devem manter os cuidados básicos de prevenção ao vírus para evitar a contaminação. O alerta é da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto. 

    “A gente percebe, pelo número de óbitos e de sepultamentos que tivemos ontem (14), e que já voltaram aos níveis normais de antes da pandemia, essa redução. Isso não significa, contudo, que estamos livres do vírus e nem que estamos agora liberados para sair livremente por aí”, alerta Rosemary. 

    “Precisamos continuar com a vigilância, com o controle, com uso de máscara, com o uso das medidas não medicamentosas, como por exemplo, manter as questões da higiene ambiental e cuidados com as superfícies. A lavagem das mãos e o distanciamento social continuam sendo as principais formas de se proteger”, destaca a diretora-presidente da FVS-AM.

    2º Ciclo 

    O segundo ciclo do plano de retomada gradual das atividades não essenciais em Manaus teve início nesta segunda-feira (15). O plano foi definido pelo Governo do Amazonas baseado na análise de indicadores sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no Estado. 

    Para autorizar a abertura gradual dos serviços, o Estado avaliou alguns dos principais impactos da doença, como o aumento da disponibilidade de leitos e diminuição das taxas de transmissão e de óbitos pela Covid-19 em Manaus. 

    Segundo a diretora-presidente, as medidas de prevenção adotadas pelo Governo do Estado e o isolamento social da população contribuiu para que a situação não tomasse proporções piores e o Estado tivesse um número ainda maior de óbitos por Covid-19.  

    “Nós podemos ter o reinício da transmissão viral, e isso pode nos levar novamente a uma situação de retroagir com as medidas que nós estamos tomando de flexibilização. Então é necessário continuarmos com todas elas, apesar do clima de otimismo que nós temos aí e que nos indica que nós estamos no caminho certo, que nos indica que estamos vendo a luz no fim do túnel. Para que nós possamos continuar nesse caminho, não devemos relaxar nas medidas preventivas”, disse Rosemary. 

    Assistência nas fronteiras

    O Governo do Amazonas está em tratativas com o Governo de Roraima para receber pacientes com Covid-19 nas unidades de saúde de referência em Manaus, vindos do estado vizinho. A ação conta com apoio do Ministério da Saúde, que também participa, juntamente com o Estado, de discussões para melhoria das ações de vigilância na fronteira amazonense do Brasil com a Colômbia. 

    Segundo a FVS-AM, a ação visa diminuir a superlotação de hospitais no estado vizinho, disponibilizando pelo menos 20 leitos de UTI, sem afetar a assistência a pacientes do interior do Amazonas. 

    “O Governo de Roraima solicitou apoio, considerando que nós tínhamos até sábado (13/06) 54% de ocupação dos nossos leitos de UTI. Então nós temos leitos de UTI que podem salvar vidas dos nossos irmãos de Roraima, e o Governo do Amazonas, através da Susam, está definindo o termo de referência, um convênio de cooperação técnica”, explicou Rosemary Pinto. 

    Em Tabatinga, município amazonense que faz fronteira com a Colômbia, as ações de vigilância foram definidas juntamente com os Ministérios da Saúde dos dois países, Ministério das Relações Exteriores, Prefeitura de Tabatinga e Governo do Amazonas.

    Tanto em Tabatinga quanto em Leticia, cidade colombiana de fronteira, os protocolos de ação e vigilância foram unificados, no sentido de identificar  precocemente e isolar o mais rapidamente cada novo possível caso de Covid-19, explicou a diretora-presidente da FVS-AM.


    Com informações da assessoria