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    Hospital de campanha municipal


    ‘Vai ficar marcado na história’, diz Arthur sobre hospital de campanha

    Segundo o prefeito de Manaus, a unidade de saúde cumpriu o seu papel de desafogar o Sistema de Saúde e salvar vidas. Veja entrevista completa:

    O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto contou ao EM TEMPO que pretendeu “salvar o maior número de vidas possível”.
    O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto contou ao EM TEMPO que pretendeu “salvar o maior número de vidas possível”. | Foto: Divulgação Secom

    Manaus - Em 13 de abril, quando o Amazonas contabilizava 71 óbitos por Covid-19 e um número alto de subnotificações, a Prefeitura de Manaus inaugurava o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes. Mesmo não sendo de responsabilidade do município, o prefeito Arthur Virgílio Neto encarou o desafio da alta e média complexidade para desafogar o sistema de saúde do Governo Estadual e, segundo ele, “salvar o maior número de vidas possível”.

    Dois meses depois, com Manaus fora do pico e com os números de internações e óbitos na cidade diminuindo, o prefeito anunciou que o hospital de campanha irá encerrar suas atividades, para que o prédio volte a receber alunos da rede municipal. “Construimos o Centro Integrado Municipal de Educação do Lago Azul para ser mais uma escola modelo, para salvar vidas pela formação, pelo ensino de qualidade. Com a pandemia, mudamos o foco e, literalmente, salvamos vidas. O hospital de campanha se tornou referência e vaio ficar marcado na história da cidade e da saúde deste país”, afirmou Arthur Neto.

    Resultado da parceria com a iniciativa privada, o hospital conta, atualmente, com 180 leitos ativos, sendo 39 UTIs, e contabiliza quase 600 altas. A taxa de ocupação é de 24%, com 37 pacientes internados.

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    Acompanhe a entrevista que o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, concedeu ao EM TEMPO

    ET – O hospital de campanha municipal irá encerrar suas atividades e já não está recebendo mais pacientes. Qual o saldo da iniciativa? 

    AVN – Ao meu ver o hospital que montamos para lutar contra o Covid-19 cumpriu o seu dever. Há uma discussão na qual alguns cientistas dizem que pode haver um repiquete em algumas semanas e, por outro lado, um grupo de estudo da Universidade Federal do Amazonas diz que isso não ocorrerá.  Mas o fato é que fizemos o hospital para socorrer o Governo do Estado e sobretudo a população de Manaus, e digo ainda, inclusive para quem viesse de outros municípios. Nós fizemos de uma escola modelo, que íamos inaugurar, esse hospital que se tornou referência na luta contra o novo coronavírus e que vai ficar para história.

    ET – Se for falar do hospital em números, temos uma média de 9 altas médicas por dia. O senhor esperava esse resultado?

    AVN - O hospital completou pouco mais de 60 dias com um percentual de 80% de cura e 20% de óbitos. Essas mortes foram de pessoas que vieram de situações muito difíceis de outros hospitais. São quase 600 altas, mas se contarmos aqueles que foram testados positivo para a doença e que se trataram nas nossas Unidades Básicas de Saúde - inclusive a Móvel que colocamos no Parque das Tribos - e que se curaram sob nossa supervisão em suas próprias casas, nós chegaríamos a mais de 1.500 pessoas beneficiadas e curadas pela intervenção do hospital de campanha.

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    ET – Porque desativar, se deu tão certo?

    AVN – Chegou o momento em que eu entendo que, como ele é de campanha e não é para a vida toda, eu creio que já cumpriu sua finalidade e, agora, aquele prédio magnífico precisa fazer o seu papel de escola. Vamos fazer um mural bonito lá, contando toda a história do hospital e mostrando como foi que saímos da assistência básica de saúde e fizemos nosso próprio hospital. Tivemos, no domingo, o número de sepultamentos dentro da média que tínhamos fora do período de pandemia e espero, sinceramente, que não volte a subir e que não tenha repiquete. 

    ET – Qual sua mensagem para população ao encerra esse ciclo na saúde pública da capital?

    AVN - Fizemos o melhor possível e cada um de nós deu o seu melhor. Cada um dos parceiros fez o que pode fazer se sacrificando e se doando. Todos nos esforçamos para que o resultado fosse bom. E, hoje, nós podemos dizer que foi uma vitória e vai deixar uma lembrança boa de quem buscou cumprir com seu dever. Então agradeço a toda equipe médica, aos que cuidavam da limpeza com zelo, a quem cozinhava, a todos os nossos parceiros privados e a quem operou o hospital. Meu muito obrigado a todos que entraram nessa missão de curar pessoas.

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