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    Retorno de atividades


    Movimentação de passageiros no porto de Manaus ainda é baixa

    O motivo, segundo trabalhadores do local, é devido ao bloqueio na entrada dos passageiros nos demais municípios do Amazonas

    Os vendedores de passagens afirmam que a procura tem sido boa para a compra de passagens, no entanto, não são todos os municípios do interior que aderiram ao retorno
    Os vendedores de passagens afirmam que a procura tem sido boa para a compra de passagens, no entanto, não são todos os municípios do interior que aderiram ao retorno | Foto: Lucas Silva/Em Tempo

    Manaus - Após quase quatro meses de viagens fluviais suspensas, a movimentação do porto de Manaus, localizado no Centro da cidade,  desde a última quinta-feira (16), data do retorno dos serviços, está abaixo do esperado, segundo donos de embarcações e trabalhadores. O motivo, segundo eles, é devido ao bloqueio na entrada dos passageiros nos demais municípios do Amazonas. 

    Os vendedores de passagens afirmam que a procura tem sido boa para a compra de passagens, no entanto, não são todos os municípios do interior que aderiram ao retorno. Cerca de 39 cidades estão com o acesso restrito por conta da pandemia. Entre elas estão: Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Canutama, Careiro da Várzea, Codajás, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Lábrea, Manacapuru, Manicoré, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tapauá, Tonantins e Uarini. 

    Segundo o vendedor, Carlos César que trabalha com vendas há 20 anos, nunca houve um número de vendas tão baixo quanto a deste ano.

    “Geralmente, essa é a época em que mais tem vendas. Esse ano, infelizmente, ficaremos prejudicados pois, não tem o festival de Parintins e muitos municípios não aceitam a chegada de passageiros. Acredito que o retorno foi positivo, mas deveria ser estudado com os demais prefeitos”, analisou. 

    O baixo volume de vendas não é o único problema, uma vez que o bloqueio das atividades em alguns municípios, ainda permanece. A proibição na chegada das embarcações prejudicou proprietário do barco Lindo Amanhecer, Matheus Torres, que precisou suspender as viagens para a cidade Manicoré, devido o lockdown. 

    “Foi um retorno bom e agora temos que cumprir o regulamento, no entanto, a nossa sede não recebe os passageiros. Estamos parados, ficamos liberados mas impedidos de levar passageiros”, afirmou.


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