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    Risco de Desabamento


    Famílias do AM que perderam moradia em temporal continuam sofrendo

    As famílias são do Cacau Pirêra e tiveram as casas atingidas por partes de um galpão abandonado que destruiu as moradias

    | Foto: Cesár Gomes/Em Tempo

    Iranduba- Há 16 dias, o EM TEMPO foi acionado por moradores do distrito de Cacau Pirêra no município Iranduba (AM), em busca de ajuda para mostrar o fato à sociedade e registrar o ocorrido. Após a cidade ter sido acometida por uma forte chuva, o telhado de um galpão abandonado acabou se desprendendo e caiu sob três casas. As vítimas tiveram as residências invadidas por vigas, telhas, ferros, água e lama. As vítimas afirmam que até esta quinta-feira (30) não receberam ajuda dos órgãos responsáveis da região.

    O caso aconteceu no bairro Nova Veneza e as famílias estão sobrevivendo com ajuda dos vizinhos. Além dos danos materiais, as casas estão com riscos de desabamentos e por isso não podem ser habitadas. Sem ter para onde ir, Renato Gama (uma das vítimas) em entrevista contou a preocupação com a segurança da família. Em seu relato ele afirma não ter recebido nenhum tipo de ajuda das autoridades locais.

    “Não temos para onde ir. Ainda estamos dormindo em casa mesmo com as telhas quebradas, e as paredes rachadas. Nenhuma providência foi tomada até agora para nos ajudar. Estamos enfrentando dificuldades para tentar resolver esse problema. As autoridades municipais estão dizendo que deram suporte para mim e meus vizinhos, mas isso não é verdade”, declarou aflito Renato.

    Além das casas, um veículo de uma das famílias também foi atingido pelo telhado
    Além das casas, um veículo de uma das famílias também foi atingido pelo telhado | Foto: Cesár Gomes/Em Tempo

    A pastora Néia de Souza sofreu muitas perdas em sua residência. Um dos quartos foi atingido por uma peça de ferro que acabou destruindo o teto da casa, guarda-roupa, cama, televisão e uma estante. Neia teve partes do banheiro danificado e a frente do veículo da família de modelo Gol, cor branca teve perda total.

    “Até agora, o proprietário do galpão não apareceu. Ele pagou alguém para fazer a retirada dos destroços, mas ninguém falou em assumir o prejuízo. Não recebemos o auxílio prometido, pois, um dia seguinte ao ocorrido afirmaram que o dano não foi causado por desastres naturais e sim por uma irresponsabilidade humana. Sendo assim não receberemos ajuda financeira. Eu não saí de casa por tenho medo que nos roubem. Continuo na casa mesmo com risco de desabar”, disse, a pastora.

    Posicionamento dos órgãos competentes

    Em nota, a assessoria da prefeitura do Iranduba informou que a Defesa Civil do Distrito de Cacau Pirêra já realizou as vistorias técnicas no local e encaminhou o relatório. Em parceria com a Secretaria de Assistência Social, a prefeitura informou que doou cestas básicas para as famílias atingidas e que já foram solicitados, também, o benefício do aluguel social. A prefeitura aguarda parecer da casa civil.

    A Defesa Civil aguarda  o parecer da Casa Civil para poder agilizar a papelada do auxílio moradia para estas famílias
    A Defesa Civil aguarda o parecer da Casa Civil para poder agilizar a papelada do auxílio moradia para estas famílias | Foto: Cesar Gomes/Em Tempo

    Ainda segundo a assessoria, com base no laudo da Secretaria de Infraestrutura ficou acertado que o responsável pelo galpão deve arcar com a retirada da estrutura de cima das casas e sanar as perdas. Michel é o suposto primeiro nome do proprietário do terreno citado pela secretaria, de acordo com a divulgação, ele assumiu que irá reformar as casas atingidas.

    Ação solidária

    Pensando em ajudar a família Sousa, familiares e amigos estão realizando rifa em prol de resolverem a atual situação das vítimas. As rifas que custam três reais a unidade, vão premiar o ganhador nº 1 com um smartphone LG k12, 2º lugar R$ 200, 3º ganhador com um liquidificador, 4º sorteado leva uma cafeteira e o 5º lugar ganha uma sanduicheira. O sorteio acontece neste sábado (01) por meio de uma live do Facebook da filha da pastora, no perfil pessoal dela: Silvana Sousa.

    “Os danos materiais causados por este transtorno são incalculáveis, sem contar o sofrimento psicológico pelo qual todo os envolvidos passaram. Ao ver minha família nessa situação eu e meu irmão buscamos doações e queremos ajudar. Precisamos tirar nossos entes queridos daquela situação, afinal temos pela segurança física deles pois a qualquer momento tud pode desabar”, relatou a filha. 

    Quem quiser ajudar de outra maneira, pode entrar em contato pelos números: (92) 99511-2959 ou 98490-6882.

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