Pandemia no Amazonas


Governo afirma que AM continua em pandemia mas nega 2ª onda de Covid

Em nota, Governo informa que o Estado permanece com circulação viral e alerta que aumento de internações é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes

De acordo com a FVS-AM, as aglomerações geram comportamento que favorece a propagação do vírus, tendo relação direta com atividades recreativas
De acordo com a FVS-AM, as aglomerações geram comportamento que favorece a propagação do vírus, tendo relação direta com atividades recreativas | Foto: Lucas Silva/Em Tempo

Manaus - Em nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (16), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), esclarece que, apesar da substancial queda no número de casos, internações e óbitos no Estado até o fim de agosto, o Amazonas ainda permanece com circulação viral de Covid-19 na capital e no interior, ou seja, o Amazonas continua em pandemia. 

Os indicadores monitorados pela FVS-AM, apontam uma desaceleração na queda da média móvel de casos e um movimento de alta na média móvel de internações pela doença. Porém, no momento não é possível afirmar que o Amazonas vive uma segunda onda de Covid-19. 

Conforme balanço apresentado aos representantes dos demais poderes, no último dia 11 de setembro, a média móvel de casos caiu apenas 0,2% em Manaus nos últimos 14 dias anteriores. 

Ocupação de leitos

Atualmente, de acordo com a FVS-AM, há uma taxa de ocupação de 47,4% nos leitos de UTI e 46% dos leitos clínicos destinados à Covid-19 na rede pública, e 72,8% dos leitos de UTI e 67% de leitos clínicos na rede privada. Os dados de notificação registram um aumento da ocupação em 6% nos leitos públicos de UTI e 10% nos leitos privados. Nos leitos clínicos, houve um crescimento de 20% de ocupação na rede pública e 30% na rede privada.

Aglomerações frequentes

Essa desaceleração na queda de casos e aumento de internações é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população que não adotou e, cada vez mais, está abandonando as medidas não farmacológicas preconizadas (como distanciamento social, não aglomeração, uso constante de máscara e lavagem frequente das mãos).

De acordo com a FVS-AM, esse comportamento vem favorecendo a propagação do vírus, tendo relação direta com as atividades recreativas do último feriado, em balneários (incluindo a Ponta Negra), bares, casas noturnas, festas, confraternizações de aniversário e casamento, e outras aglomerações, que incluem, por exemplo, as convenções partidárias em função do período eleitoral, com intensificação da transmissão, principalmente na faixa etária entre 30 e 49 anos. 

Grupos de risco

Refletindo o padrão da pandemia, os casos que necessitam de internação são de maiores de 60 anos e os com comorbidades, que entraram em contato com quem se expôs em aglomerações e não cumpriu as regras de segurança e os protocolos definidos para o processo de flexibilização e retorno gradual dos serviços e comércio, o que tem colocado em risco todas as medidas que foram adotadas pelo Governo do Estado para contenção. 

Por medida de precaução e para que seja possível avaliar a permanência de uma curva de crescimento de internações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) está readequando o plano macro de reabertura do Hospital Delphina Aziz, que permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19. A Secretaria informa, ainda, que trabalha para manter o cronograma de abertura do Parque de Imagens do Delphina.

Com informações da assessoria

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