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    Pandemia Covid-19


    Pessoas de 20 a 49 anos é faixa etária mais atingida por Covid no AM

    Padrão: 20 a 49 anos é a faixa etária mais atingida, idosos são os mais prejudicados

    A titular da Fundação de Vigilância Sanitária, Dra. Rosemary Pinto, compartilhou uma apresentação com dados atualizados da pandemia no Estado do Amazonas
    A titular da Fundação de Vigilância Sanitária, Dra. Rosemary Pinto, compartilhou uma apresentação com dados atualizados da pandemia no Estado do Amazonas | Foto: Divulgação

    Manaus -A Comissão de Saúde e Previdência da Assembleia Lesgislativa do Amazonas (Aleam) realizou uma Audiência Pública virtual nesta segunda-feira (21), para tratar sobre o aumento de casos da Covid-19 em Manaus.

    A titular da Fundação de Vigilância Sanitária, Dra. Rosemary Pinto, compartilhou uma apresentação com dados atualizados da pandemia no Estado do Amazonas, na qual destacou, o aumento dos casos de Covid-19 nas últimas semanas de agosto até o início de setembro, potencializado por festas e aglomerações, além do abandono de medidas de prevenção por uso de máscaras, a lavagem das mãos e o distanciamento social, contudo ainda com baixa quantidade de óbitos.

    De acordo com a FVS, ao analisar os dados sociodemográficos dos casos por sexo e faixa etária em Manaus, percebe-se que as faixas mais acometidas é a de 20 a 59 anos.

    Principalmente nas faixas de 20 a 49, que são as faixas que o estudo do Dr. Marcus Lacerda demonstra que estiveram mais expostas e que em torno de 75% a 80% destas pessoas tiveram contato com o vírus.

    “Quando analisamos as hospitalizações, ou seja, a faixa etária de 20 a 49 anos se expôs, contraiu o vírus, levou para dentro de casa, os idosos foram os que mais tiveram gravidade e precisaram de hospitalização, então, predominam as hospitalizações principalmente nas faixas etárias acima de 60 anos. Permanece de todo padrão de toda pandemia, ou seja, os mais jovens se contaminam e os mais idosos e que tem comorbidade são os que desenvolvem gravidade e precisam de UTI e o resultado também é o aumento de letalidade nessa faixa etária”, destacou a epidemiologista Rosemary Pinto.

    Ela disse ainda que não se pode abandonar os cuidados. "Temos uma tendência de aumento? Sim, se as pessoas continuarem se expondo sem as medidas não farmacológicas, como a lavagem das mãos, uso de máscaras e distanciamento social. Nós podemos perder essa estabilidade e ter um aumento de casos”, justifica.