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    Emergência


    Hospitais de Manaus serão abastecidos com oxigênio de Fortaleza e SP

    Governo do Estado e Ministério da Saúde trazem oxigênio de Fortaleza e São Paulo para abastecer hospitais do Amazonas

     

    Para sanar o déficit de 48.300m³ diários, a operação está buscando em Fortaleza e São Paulo o insumo para trazer até Manaus em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).
    Para sanar o déficit de 48.300m³ diários, a operação está buscando em Fortaleza e São Paulo o insumo para trazer até Manaus em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Após colapso na rede pública de saúde em Manaus, devido a alta demanda de oxigênio, com a pandemia do novo coronavírus, Governo do Amazonas e o Ministério da Saúde iniciaram a execução da “Operação Oxigênio” para abastecer os hospitais locais com o gás, que disparou em índices de consumo após o aumento de casos de Covid-19.

    De acordo com o governador Wilson Lima, o plano começou a ser executado após as principais fornecedoras do insumo não suportarem a demanda das redes pública e privada do estado, que passou a ser cinco vezes maior nos últimos 15 dias. 

    Fornecedoras de oxigênio no limite

    Para atender a demanda, as fornecedoras White Martins, Carbox e Nitron precisavam entregar 76.500 metros cúbicos (m³) diariamente. No entanto, a capacidade de entrega das empresas tem sido somente de 28.200 m³/dia.

    Fortaleza e São Paulo

    Para sanar o déficit de 48.300m³ diários, a operação está buscando em Fortaleza e São Paulo o insumo para trazer até Manaus em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). 

    De acordo com o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, coronel Luiz Otávio Franco Duarte, os aviões da FAB têm condições de manter uma ponte aérea São Paulo-Manaus para complementar a produção de oxigênio em Manaus. Cada viagem de avião tem capacidade de abastecer a capital com 5.000m³. 

    “Diante do desabastecimento, não só aqui no Amazonas, mas em diversas partes do mundo, nós, preocupados com a situação do estado, abrimos a operação. O consumo diário hoje no Amazonas é de 76.000m³, e temos um déficit diário de 48.000 m³. A matemática é bem objetiva e mostra o esforço do SUS (Sistema Único de Saúde) para equalizar esse item nobre”, afirmou o coronel. 

    Em Manaus, a empresa White Martins, que é uma das maiores fornecedoras do insumo, em toda sua capacidade, consegue produzir 25.000m³. Em Fortaleza, a produção é de 4 milhões de m³.  

    A logística da operação prevê também rota terrestre com insumos até Belém, saindo de Fortaleza, para chegar a Manaus por meio de aviões.

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