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    Saúde


    Rede de saúde registra aumento nos atendimentos de causas não Covid

    HPSs 28 de Agosto, Platão Araújo e João Lúcio Machado já atendem, em sua maior parte, outros agravos à saúde

     

    O secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo
    O secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo | Foto: Diego Peres/Secom e Rodrigo Santos/SES-AM

    Manaus (AM) - O secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo, ressaltou, nesta sexta-feira (16/04), que a atual pressão por novas internações na rede estadual de saúde é de pacientes de outras causas, não covid. Em razão do aumento de atendimentos não Covid, a SES-AM reorganizou a rede hospitalar com a conversão de leitos exclusivos de Covid-19.

    As unidades da rede estadual de saúde já atendem, em sua maior parte, pacientes com traumatismo, lesões ou quaisquer outros agravos à saúde relacionados à violência ou outra causa como acidentes de trânsito, agressões, ferimentos por arma de fogo e por arma branca e quedas.

    O que tem pressionado a rede são as causas externas. Temos os Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs) João Lúcio, Platão Araújo e 28 de Agosto muito pressionados, principalmente com acidentes de trânsito e traumas de ortopedia", disse.

    Segundo o secretário, a reestruturação da rede está sendo feita de forma gradual, com a conversão dos leitos, clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) conforme as necessidades dos atendimentos nas portas de entrada.


    A estrutura montada para o enfrentamento à Covid-19 no Estado não será desativada em razão da possibilidade de uma terceira onda.


     

    O secretário informou que a SES-AM trabalha na revisão do plano de contingência
    O secretário informou que a SES-AM trabalha na revisão do plano de contingência | Foto: Diego Peres/Secom e Rodrigo Santos/SES-AM

    Diante deste cenário, o secretário anunciou a ampliação do Programa Gira Leitos de cirurgias ortopédicas noturnas para que a taxa de ocupação dos HPSs de Manaus esteja dentro da capacidade ideal, reduzindo a superlotação e agilizando os atendimentos. “Vamos ter que fazer o Gira Leito para atender, inclusive nas madrugadas, cirurgias de ortopedia, para liberar leitos nestas unidades, e usando hospitais de referências em cirurgias eletivas, como Fundação Hospital Adriano Jorge, para o giro de leitos na rede”, afirmou Campêlo.

    Baixa ocupação de Covid

    De acordo com o secretário, a rede apresenta baixa ocupação nos leitos clínicos Covid, corresponde a 37%, e 75% em média dos chamados registrados no Sistema de Transferência de Emergência Regulada (Sister) da SES-AM são de causas não Covid, principalmente do interior do estado. “Nós temos uma configuração da rede voltando à normalidade. Em torno de 100 chamados por dia no sistema de regulação. Por exemplo, na quinta-feira, às 22h, tínhamos 112 chamados, sendo 31 Covid e 81 não Covid”,  citou Marcellus Campêlo.

    O secretário informou que a SES-AM trabalha na revisão do plano de contingência que será apresentado aos órgãos de controle e à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

    Monitoramento

     

    Marcellus Campêlo assegurou que a estrutura montada para o enfrentamento à Covid-19 no Estado não será desativada e está organizada para possibilidade de uma nova subida de casos.
    Marcellus Campêlo assegurou que a estrutura montada para o enfrentamento à Covid-19 no Estado não será desativada e está organizada para possibilidade de uma nova subida de casos. | Foto: Diego Peres/Secom e Rodrigo Santos/SES-AM

    O secretário enfatizou, na live, que o Núcleo de Modernização da Infraestrutura da Saúde (Infrasaúde) monitora, diariamente, o consumo e o abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde da rede estadual. O consumo atual de O2 medicinal no estado é em torno de 18 mil metros cúbicos, abaixo do registrado antes do  recrudescimento da pandemia de Covid-19, no início de 2021.

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