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    Meio Ambiente


    Ocupações irregulares são demolidas em área de preservação em Manaus

    O trecho das demolições compreendeu construções entre a rua João Câmara até a avenida Autaz Mirim – na Área de Preservação Permanente (APP) do igarapé do Mindu - no bairro Novo Aleixo, zona Norte.

     

    A maioria das construções irregulares ocupava calçadas, áreas já desapropriadas e devidamente indenizadas.
    A maioria das construções irregulares ocupava calçadas, áreas já desapropriadas e devidamente indenizadas. | Foto: Cláudia do Vale / Implurb

    Manaus (AM) - Para dar sequência às obras do Programa de Recuperação Ambiental e Requalificação Social e Urbanística do Igarapé do Mindu (Promindu), a Prefeitura de Manaus demoliu nesta sexta-feira (20), dezenas de ocupações irregulares ao longo do trecho do parque Linear II, uma área pública e de preservação ambiental. O trecho das demolições compreendeu construções entre a rua João Câmara até a avenida Autaz Mirim – na Área de Preservação Permanente (APP) do igarapé do Mindu - no bairro Novo Aleixo, zona Norte.

    A maioria das construções irregulares ocupava calçadas, áreas já desapropriadas e devidamente indenizadas, e áreas remanescentes das desapropriações, devidamente identificadas, não sendo passíveis de regularização. Durante a ação, fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) receberam denúncias de venda de lotes no local, o que é crime, por se tratar de áreas públicas.

    O projeto  prevê intervenções ao longo de toda a extensão do igarapé. Além de preservar as áreas ao longo do Mindu, vamos garantir urbanização em nossa cidade, mas enfrentamos muita dificuldade com construções irregulares em diversos pontos, muitos deles já desapropriados, inclusive. Estamos aqui para iniciar um grande planejamento para que possamos otimizar nossas ações em relação a esse projeto”, disse o vice-presidente do Implurb, arquiteto e urbanista Claudemir Andrade.

    Projeto

    Por meio do projeto está sendo construído o primeiro Reservatório de Amortecimento de Águas Pluviais da capital amazonense com a capacidade para reter aproximadamente 30 mil metros cúbicos de água. 

    O equipamento, chamado de reservatório para controle de cheias, terá a capacidade para reter parte do escoamento superficial gerado durante a chuva para depois fazer sua devolução de forma lenta e gradual aos leitos dos córregos e rios, atenuando as cheias. 

    Alagações

    O programa surgiu após as alagações ocorridas em 2007, onde centenas de famílias das comunidades próximas foram prejudicadas com a inundação, mas a obra só teve andamento em 2010 a partir de investimentos de R$ 200 milhões em desapropriações. 

    *Com informações da assessoria

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