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    Doença da Urina Preta


    FVS pede restrição de consumo de três espécies de peixe em Itacoatiara

    O comunicado informa que devido às evidências de casos de doença da urina preta haja restrição temporária do consumo dos peixes Pirapitinga, Pacu e Tambaqui, de origem de pesca em rios e lagos.

     

    A recomendação para os demais municípios é de alertar a rede de saúde para a identificação de possíveis novos casos e orientar a população quanto aos sinais e sintomas da doença.
    A recomendação para os demais municípios é de alertar a rede de saúde para a identificação de possíveis novos casos e orientar a população quanto aos sinais e sintomas da doença. | Foto: Flickr

    MANAUS (AM) -A Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), publicou, na noite desta quarta-feira (1º/09), um comunicado com orientações quanto às restrições do consumo de pescado extrativo (oriundo de lagos e rios) no município de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus) pelos próximos 15 dias, como medida para conter a proliferação da rabdomiólise na região.

    O comunicado informa que devido às evidências de casos de rabdomiólise relacionados a ingestão de pescados, a FVS-RCP orienta a população do município de Itacoatiara, um dos pontos com mais casos da doença, a restrição temporária do consumo dos peixes Pirapitinga, Pacu e Tambaqui, de origem de pesca em rios e lagos, sendo essas as espécies que podem estar associadas ao aumento de casos no município.

    Pescado de tanques não estão relacionados à doença

    O documento esclarece ainda que o pescado com origem de criadores em tanques de piscicultura não está associado aos casos da doença, além de outras espécies de peixes encontrados nas bacias de rios e lagos da região.

    A recomendação para os demais municípios é de alertar a rede de saúde para a identificação de possíveis novos casos e orientar a população quanto aos sinais e sintomas da doença.

    Assistência aos doentes

    O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Secretarias Municipais de Saúde, Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) - com o apoio da Fundação de Medicina Tropical – Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), informa ainda que medidas referentes à assistência aos pacientes com definição de Unidade de Referência, aos que necessitam de internação, estão sendo adotadas para garantir o manejo clínico adequado.    

    Atualização de casos

    Segundo o documento, no período de 1º de agosto a 1º de setembro foram notificados 52 casos de rabdomiólise, sendo 36 casos em Itacoatiara, 2 em Manaus, 1 em Autazes, 1 em Caapiranga, 4 em Silves, 3 em Parintins, 4 em Borba e 1 em Maués, além de 1 óbito de uma pessoa residente no município de Itacoatiara.

    Força-tarefa 

    O Governo do Estado, por meio da FVS-RCP, montou uma comitiva com especialistas que atuam em diferentes órgãos do estado para se deslocar até o município de Itacoatiara, nesta quinta-feira (02/09), com o objetivo de investigar mais a fundo as possíveis causas e formas de combater o surto de rabdomiólise, detectado recentemente no estado.

    Doença de Haff

    De acordo com o Ministério da Saúde, a doença de Haff é causada por uma toxina presente em alguns tipos de peixes quando o armazenamento destes ocorre de maneira incorreta. O escurecimento da urina é causado pela rabdomiólise, que rompe o tecido muscular e libera a substância tóxica na corrente sanguínea.

    Para a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), a doença também pode surgir depois de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas ou consumo de álcool e outras drogas.

    Além da urina escura, a doença de Haff provoca extrema rigidez muscular, mialgia difusa, dor torácica, dispneia, dormência e perda de força em todo o corpo. A condição também pode causar insuficiência renal que, se não tratada, pode levar ao óbito.