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    Cheia 2018


    Prefeitura mapeia áreas de risco e orienta moradores vítimas da cheia

    O Educandos foi primeiro bairro a receber visitação de órgãos da Prefeitura de Manaus, na manhã desta segunda-feira (16)

    Uma alternativa que as famílias em situação de risco pode usar é o auxílio-aluguel | Foto: Nicolas Daniel Marreco

    Manaus - Uma ação que deve durar nos próximos dias do mês de abril, para prevenir possíveis alagações em decorrência da cheia do rio Negro, começou nesta segunda-feira (16) no bairro do Educandos, Zona Sul. O local é um dos 15 bairros identificados em Manaus como os lugares mais afetados no período da cheia e recebeu diversas equipes da Prefeitura na manhã de hoje. 

    A situação emergencial de uma cheia é oficialmente decretada quando a marca de 29 metros é ultrapassada no nível de medição do rio. Segundo os moradores do local, o segundo trimestre do ano é sempre o mais assustador.

    "Ano passado, a água ficou no nível das janelas. Perdi todos os móveis e quase perco minha filha em um afogamento. Além disso, a água trouxe todo tipo de sujeita, desde cachorro morto a dejetos humanos. Foi horrível", relatou a vendedora Elinalva Santos.

    Ela mora com o esposo e uma filha há dois anos em um beco, na rua Ana Nogueira, no Educandos, e disse que, devido à cheia, se mudou para uma casa emprestada situada na parte mais alta do bairro.

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    O Educandos é um dos 15 bairros em situações de risco
    O Educandos é um dos 15 bairros em situações de risco | Foto: Nicolas Daniel Marreco

    O titular da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Danízio Souza, ressaltou que esta é a primeira fase da operação "Cheia 2018", e que um esforço maior de prevenção está sendo feito mais que nos anos anteriores.

    "Pretendemos ir de casa em casa para identificar qual o grau de vulnerabilidade de cada família. Com isso, pretendemos estar preparados, caso haja alerta de cheia, e saber quais as primeiras casas que serão atingidas", disse.

    No ano passado, só na região visitada nesta segunda, Souza disse que 678 famílias foram atingidas. Até que o período de alta do rio Negro termine, a expectativa é que o número diminua em 2018.

    "A Defesa Civil está emitindo relatórios constantes sobre o nível do rio, em que as datas marcadas para este anúncio são os finais dos meses março, abril e maio. Até agora, o rio estava em torno de 27 metros. A situação emergencial é decretada aos 29 metros e estamos levantando a situação socioeconômica de cada lar para o planejamento preventivo", completou

    Zonas afetadas e alternativas

    Segundo a Prefeitura, os principais bairros vulneráveis no período da cheia do rio são: Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara. Além destes bairros, a Zona Rural também está prevista no relatório de risco.

    Moradora relata que com a cheia do rio é preciso conviver com lixo e mau cheiro
    Moradora relata que com a cheia do rio é preciso conviver com lixo e mau cheiro | Foto: Nicolas Daniel Marreco

    Segundo a Semmasdh, uma alternativa que as famílias podem usar é o auxílio-aluguel, onde, se a casa for atingida pela cheia, a Prefeitura oferece recursos para a moradia de até dois meses, período em que a cheia termina na capital. Para auxílio em relação à perda de móveis e perda total da residência, a assistência social pública, dentro da secretaria responsável, está disponível à população.

    Além da Semmasdh, também participam da operação as secretarias municipais de Infraestrutura (Seminf), de Meio Ambiente (Semmas), da Saúde (Semsa), de Educação (Semed), de Limpeza Pública (Semulsp), além do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Guarda Municipal, Subsecretaria de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) e Polícia Ambiental do Amazonas.

    Edição: Isac Sharlon

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