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    Incêndio


    'Não faltou água, nem viaturas', defende subcomandante dos Bombeiros

    Coronel Josemar Santos afirma que o tempo de resposta das equipes de resgate foi de 5 minutos

    Coronel Josemar Santos, subcomandante do Corpo de Bombeiros
    Coronel Josemar Santos, subcomandante do Corpo de Bombeiros | Foto: Josemar Antunes/Em Tempo

    Manaus – Depois do incêndio de grandes proporções destruir, na noite dessa segunda-feira (17), aproximadamente 600 casas de madeiras no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, equipes do Corpo de Bombeiros retornaram ao local de difícil acesso, nesta terça (18). Os trabalhos desta manhã foram concentrados com rescaldo e avaliação de alguns imóveis atingidos pelo sinistro. 

    De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Josemar Santos, a área atingida pelo fogo foi controlada com efetivo de 90 bombeiros e 11 viaturas de combate ao incêndio, além de três ambulâncias para suporte de emergência. No local ainda existe diversos focos com chamas, porém sem risco de propagação, garante ele.

    Questionado sobre a reclamação dos moradores com a demora da corporação, despreparo para atender a ocorrência e a falta de água nos caminhões, Santos foi enfático ao afirmar que a informação não procede. Segundo o subcomandante, a primeira equipe chegou ao local com tempo de resposta de cinco minutos do acionamento.

    “Na verdade, isso é um equívoco da população. O órgão não demorou a chegar. O que acontece é que a população demora a chamar o bombeiro. Também não faltou água. A grande dificuldade foi o reabastecimento por conta do local de difícil acesso. As nossas viaturas tiveram dificuldades para manobrar por conta da aglomeração de pessoas na rua e de carros estacionados na via, que diminuíam o espaço dos caminhões da corporação. Não foi pela falta de água ou viaturas”, pontuou. 

    Santos ressaltou que o incêndio foi de grandes proporções e o vento forte dificultou os trabalhos de extinção das chamas. Segundo ele, as moradias de madeiras facilitaram a propagação. 

    “As casas foram construídas uma ao lado da outra. O nosso trabalho maior foi evitar que as chamas se espalhassem para outros imóveis, principalmente de alvenaria. Este foi um incêndio de grandes proporções por conta do número de famílias atingidas nos últimos tempos na capital”, explicou.

    O subcomandante do Corpo de Bombeiros informou que não houve registros de mortes de moradores e as causas do incêndio ainda estão sendo apuradas. Não há risco de propagação no local e algumas casas atingidas pelo calor deve passar por avaliação. 

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