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    Manifestação indígena


    Indígenas paralisam avenida de Manaus e pedem políticas públicas

    Indígenas de diversas etnias do Amazonas paralisaram o trânsito na Avenida Djalma Batista, no final da tarde desta sexta-feira (21). Eles reivindicam por terras, educação, saúde e moradias

    Indígenas em protesto
    Indígenas em protesto | Foto: Johny Vasconcelos/ Em Tempo

    Manaus - Indígenas de várias etnias do Amazonas paralisaram a avenida Djalma Batista, bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, no final da tarde desta sexta-feira (21). Eles reivindicam por terras, moradias, saúde entre outros.

    Segundo o representante da Organização Indígina Kokama no Amazonas, Leon Rodrigues, há três principais reivindicações por parte das tribos.

    “Nossa primeira reivindicação diz respeito a implementação de políticas públicas estaduais para o fortalecimento das bases na capital e no interior do estado. A segunda é o reconhecimento das cooperativas econômicas dos povos nativos em todos os setores da economia primária para geração e emprego e renda. A terceira é o melhoramento da saúde pública com atenção aos povos indígenas”, explicou.

    Indígenas do Amazonas
    Indígenas do Amazonas | Foto: Divulgação

    O cacique "Onça Preta" da Aldeia Tucumã Verde, falou a nossa equipe que o governo do Amazonas não tem apoiado as tribos indígenas do estado.

    "Nossos direitos estão desassistidos. Não temos educação, nem saúde. Por que o governo não apoia os filhos da terra? Eles apoiaram os haitianos, venezuelanos, e os filhos da terra, nada", expressou

    Além dessas reivindicações, o cacique José Farias, da base do Rio Purus, disse que os índios tomaram posse do cemitério dos índios (sítio arqueológico), localizado no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus, e só sairão de lá quando as autoridades devolverem as terras deles.

    “Estamos lá no cemitério. Nós precisamos. Tem gente que mora de favor, que mora alugado. Muitas pessoas que não têm onde morar estão ali. Só vamos sair de lá quando derem uma terra para a gente”, disse.

    Segundo eles, essa foi a primeira manifestação. Caso os pedidos não sejam atendidos, cerca de 37 lideranças e organizações se juntarão com as tribos que já estão realizando os protestos. E a promessa é que em janeiro haja uma manifestação maior. 

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