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    Principais notícias de 2018


    2018: Retrospectiva de um ano histórico para os amazonenses

    Possível invasão de norte-americanos, consultoria milionária, briga para ver quem asfaltava mais ruas, incêndio em favela e outros fatos marcaram o Amazonas

    O fim de Natal dos moradores do Educandos foi surpreendido com o maior incêndio registrado na capital | Foto: Ione Moreno/Em Tempo

    Manaus - O ano de 2018, na capital e interior do Amazonas, foi marcado por acontecimentos inusitados, surto de doenças, briga para ver quem asfaltava mais ruas da cidade, invasão de estrangeiros, contratos milionários e outros casos. Uma das situações mais emblemáticas ocorreu no governo interino de Amazonino Mendes, no qual a empresa Giuliani Security & Safety, do ex-prefeito de Nova Iorque, o xerife Rudolph Giuliani, foi contratada por R$ 5,6 milhões para consultoria sobre segurança pública em Manaus, mas até agora não resolveu o problema de tráfico de drogas, roubos, homicídios e outros delitos que acontecem diariamente no Estado.

    Essa situação gerou revolta a alguns policiais militares e civis que trabalham há vários anos com a segurança e conhecem de cabo a rabo os problemas das vielas, ruas e favelas da região. Na época, o coronel Clécio de Assis Sales, da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), soltou o verbo nas redes sociais sobre a contratação de estrangeiros para darem um parecer sobre essa situação.

    “O que mais me revolta e me deixa indignado e puto da vida é esse vagabundo do governador traz outro vagabundo lá de Nova York para querer ensinar o que pra gente?”, afirmou o policial.

    Venezuelanos

    Outra situação que gerou um certo desconforto para os manauaras foi a invasão de mais venezuelanos em semáforos, próximo da Rodoviária de Flores e em outras áreas da cidade. Atualmente, segundo dados da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), 600 venezuelanos indígenas e não indígenas estão em abrigos da Prefeitura de Manaus.

    “Pretendo permanecer no Brasil até que a situação se normalize na Venezuela. Aqui, quero encontrar um trabalho e seguir adiante”, afirmou o venezuelano Pedro Benito, que veio para o Brasil com a mulher e duas filhas.

    Princesa do Japão

    Em julho deste ano, a princesa do Japão, Mako Akishino, da família imperial japonesa, participou de um ato em celebração aos 110 anos da imigração japonesa no Amazonas. O evento aconteceu no auditório da Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-sul.

    A princesa Mako, 26, é neta do imperador Akihito
    A princesa Mako, 26, é neta do imperador Akihito | Foto: Estadão

    A princesa Mako, 26, é neta do imperador Akihito e filha mais velha do príncipe Akishino, segundo na linha de sucessão imperial.

    Briga por asfalto

    A Prefeitura de Manaus representou no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), em agosto deste ano, contra o Governo do Amazonas, que estava asfaltando ruas que já tinham recebido obras do poder municipal. Os serviços do Estado foram comandados pelo vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, que virou secretário da Região Metropolitana após romper com prefeito Arthur Neto (PSDB).

    Caso intrigante

    Uma outra história que deixou os amazonenses assustados aconteceu após o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmar que teria consultado seus assessores sobre a possibilidade de invadir a Venezuela. Por coincidência ou não, dois aviões militares da Força Aérea Americana pousaram em solo manauense na última semana. Recentemente, o vice-presidente Mike Pence também esteve em Manaus, e militares dos EUA treinaram no Estado em 2017, o que reforçou a tese de uma possível guerra a caminho.

    Dentre as suposições levantadas por todos que avistaram as aeronaves, estava a de que os aviões teriam trazido armamentos e militares para treinar na Amazônia, de onde seguiriam para realizar a suposta invasão à Venezuela.

    “É possível uma invasão sim, pois os EUA já cumpriram promessas de invadir outros países. Afinal, qual seria o motivo desses aviões terem de pousar aqui em Manaus?”, questionou um funcionário do aeroporto internacional Eduardo Gomes, que preferiu não ter o nome divulgado.

    Os aviões do EUA chamaram a atenção dos manauaras logo após pronunciamento de Trump
    Os aviões do EUA chamaram a atenção dos manauaras logo após pronunciamento de Trump | Foto: Reprodução


    Com quatro turbinas, sendo duas em cada asa, as aeronaves medem 56 metros de comprimento por 16 de altura e possuem capacidade para levar quase 80 toneladas, entre pessoas, veículos e armamentos.

    Confirmando oficialmente a chegada das aeronaves a Manaus, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou ao EM TEMPO que, nos últimos dias 13 e 14, o aeroporto de Manaus recebeu a aeronave C130 e a aeronave C17, ambas da USAF, sendo que a aeronave C130 permaneceu 2 horas no pátio, e a C17 pernoitou no terminal, permanecendo por proximamente 20 horas na capital.

    Tragédia no Educandos

    Na semana passada, um incêndio de grande proporções atingiu a favela do Bodozal, no bairro do Educandos, na Zona Sul de Manaus, e deixou 3 mil pessoas desabrigadas, ou seja, mais de 600 famílias sem moradia na cidade. Prefeitura, Governo do Amazonas, governo federal, empresários e desconhecidos estão ajudando os moradores da região que perderam tudo com a tragédia.

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