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    Ex-governador


    Defesa de Melo e Edilene nega acordo para delação premiada com Justiça

    Conforme nota enviada à imprensa, a notícia veiculada em alguns portais de Manaus, de que eles estariam avaliando a possibilidade de colaborar com a Justiça, é fake news

    José Melo foi preso no dia 31 de dezembro de 2017 | Foto: Divulgação

    Manaus - A defesa do ex-governador do Amazonas, José Melo, e da ex-primeira dama Edilene Oliveira, negou, em nota emitida na noite desta quinta-feira (10), que o casal estaria tentando fechar um acordo de delação premiada com a Justiça.

    Conforme a nota, a notícia veiculada em alguns portais de Manaus, de que eles estariam avaliando a possibilidade de colaborar com a Justiça, através do instrumento conhecido como delação premiada, é fake news. Segundo a defesa, a informação não procede.

    Ainda de acordo com a nota, ambos colaboram com o esclarecimento dos fatos desde o início, comparecem a todos os atos processuais e cumprem com todos os compromissos assumidos perante o juízo, não havendo, portanto, qualquer trabalho neste sentido.

    "Na tarde desta quinta, eles foram pegos de surpresa com a notícia de que estariam tentando uma delação premiada para não voltarem a ser presos, mas na realidade essa possibilidade não existe, já que o processo está parado a pedido do STF. Eles pediram, então, para que fosse emitida essa nota, de forma objetiva e clara", explicou o advogado de defesa do casal, Christhian Naranjo.

    O casal é acusado de participar de um esquema criminoso, que desviou milhões da saúde pública do Amazonas e foi indiciado na operação "Custo Político", um desdobramento da operação "Maus Caminhos".

    Entenda o caso

    José Melo foi preso no dia 31 de dezembro de 2017, e, no mesmo dia, Edilene Oliveira prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Manaus. Em 4 de janeiro de 2018, o ex-governador teve a prisão temporária convertida em preventiva, e Edilene também foi presa preventivamente.

    Com o casal, também foram presos os ex-secretários de Estado do Amazonas Wilson Alecrim, Evandro Melo, Pedro Elias e Afonso Lobo. O grupo é investigado pelo desvio de R$ 112 milhões do orçamento estadual destinado à saúde. 

    Prisão domiciliar

    A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu pela concessão de habeas corpus ao ex-governador do Amazonas José Melo, e sua esposa, Edilene Oliveira no dia 17 de abril do ano passado. Melo teve que pagar fiança de R$ 381.600,00, e usa tornozeleira eletrônica.

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