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    Aborto


    Operação do MP-AM prende médico que praticava abortos em Manaus

    A investigação teve início há aproximadamente 30 dias a partir de uma denúncia

    O médico Antônio Cabede e sua esposa foram presos por prática de aborto | Foto: Divulgação/ GAECO

    Manaus -  O médico Antônio Cabede e a esposa dele foram presos, na manhã desta quarta-feira (10), durante a "Operação Nascituro" por prática de abortos. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços do casal. A investigação teve início há cerca de 30 dias a partir de uma denúncia. 

    A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), em conjunto com a Polícia Civil.

    O médico Antônio Cabede e sua esposa foram presos por prática de aborto
    O médico Antônio Cabede e sua esposa foram presos por prática de aborto | Foto: Divulgação/ GAECO

    Cabede é ex-sócio do também médico Durval Herculano Carriço de Almeida, já falecido, que ficou conhecido por prática de abortos em Manaus. De acordo com as investigações do GAECO, ele mantém essa prática em clínicas, de sua propriedade, em Manaus e, possivelmente, no Rio de Janeiro.

    Polícia Civil também encontraram equipamentos para incineração com resíduos de material hospitalar descartado
    Polícia Civil também encontraram equipamentos para incineração com resíduos de material hospitalar descartado | Foto: Divulgação/ GAECO

    No local onde os atendimentos eram feitos, no conjunto de Beija Flor, bairro de Flores, com estrutura de recepção e atendimento médico, foram encontrados materiais hospitalares, instrumentos  cirúrgicos e equipamentos próprios para a execução de abortos. O GAECO e a Polícia Civil também encontraram equipamentos para incineração com resíduos de material hospitalar descartado.

    No consultório foram encontrados materiais hospitalares, instrumentos  cirúrgicos e equipamentos próprios para a execução de abortos
    No consultório foram encontrados materiais hospitalares, instrumentos cirúrgicos e equipamentos próprios para a execução de abortos | Foto: Divulgação/ GAECO

    O atendimento ilegal era organizado por grupos de aplicativos de mensagens, o que, de acordo com os membros do GAECO, dificulta o monitoramento das comunicações do grupo. Para ter acesso às mensagens do grupo, o MP-AM requereu à Justiça a apreensão dos celulares dos envolvidos para perícia. 

    "Essa operação visa garantir o direito à vida, um dos valores principais, defendidos pelo Ministério Público, missão essencial da instituição", afirma o Coordenador do GAECO, Promotor de Justiça Reinaldo Lima.

    Veja reportagem da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Mariana Rocha/TV Em Tempo

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