Ocupação irregular


Traficantes usam invasão no Tarumã para ampliar domínio do tráfico

A denúncia é dos próprios ocupantes da área e já de conhecimento da Semmas. Lotes custam de R$ 500 a R$ 1 mil

| Foto: Divulgação

Manaus - Mais uma invasão em Manaus pode estar sendo usada por chefes do tráfico para ampliar o domínio de comércio de entorpecentes naquela área. O local que está sendo chamada de Parque Tarumãzinho, fica localizada na Estrada do Turumã, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, e começou a ser ocupado há aproximadamente 20 dias. Fica ao lado de outra invasão mais conhecida como "Cidade das Luzes". 

A área é considerada vermelha e segundo relatos dos ocupantes à reportagem do Em Tempo, facções criminosas estariam envolvidas na ocupação, tentando aumentar os domínios na área, situação que, segundo os moradores, já é de conhecimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manaus (Semmas).  

Neste último fim de semana fora retiradas pelas autoridades pelo menos 20 armações irregulares de residência. Porém, no dia seguinte, as pessoas já haviam retornado ao local. A  (Semmas) foi um dos órgãos que esteve presente durante a ação.

De acordo com informações obtidas junto à pasta, o proprietário do terreno, obteve liminar na justiça, dando direito a reintegração de posse, que pode acontecer a qualquer momento, a partir de determinação.

Alguns lotes já tem armações prontas
Alguns lotes já tem armações prontas | Foto: Marcely Gomes

Os ocupantes alegam que o proprietário do local teria concordado em ceder parte do terreno, que corresponde a 150 metros longe da pista e 150 metros distante da sua propriedade, para ser loteada.  Porém, mesmo sem legalização, o loteamento já está acontecendo, com valores que variam de R$ 500 até R$ mil reais.. 

O terreno conta com uma nascente de água que deve virar um poço artesiano. Os próprios ocupantes estão fazendo a ligação de energia. Os lotes que estão sendo divididos chegam a ter 8 metros de frente por 20 de fundo.

Uma outra área de 150 metros à beira da Estrada do Tarumã, que não está sendo ocupada, seria doada em forma de pagamento, ao advogado que atende os ocupantes. O papel do advogado, que não teve o nome revelado, segundo relato dos ocupantes, seria documentar a doação do proprietário, para que os ocupantes tenham direitos aos lotes.

Segundo a Semmas, a área de invasão é de propriedade particular e está situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Ponta Negra. Nela também existe uma Área de Preservação Permanente, a margem de um igarapé. Policias militares da 20º Companhia Interativa Comunitária (Cicom), informaram ainda na segunda-feira (5), que não tinham recebido comando de reintegração. 

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