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    Saúde


    Susam nega acusações de deputado Dermilson Chagas sobre Hospital do AM

    O parlamentar alegou que as condições do hospital estariam precárias, com falta de materiais e até mesmo com ar condicionados sem funcionar. Em nota, Secretaria de Saúde nega

    Após visita do parlamentar, ele denunciou inúmeras irregulares no local, que foram desmentidas pela Susam
    Após visita do parlamentar, ele denunciou inúmeras irregulares no local, que foram desmentidas pela Susam | Foto: Reprodução

    Manaus - Após uma visita ao Hospital e Pronto- Socorro 28 de Agosto, o deputado estadual Dermilson Chagas (PP),  disse que a unidade hospitalar estaria sofrendo com a falta de materiais de extrema necessidade para a manutenção e funcionamento do hospital, que fica localizado na Av. Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis.

    De acordo com a denúncia, a diretoria do HPS 28 de Agosto disponibilizou uma lista de materiais necessários para atendimento dos pacientes, como avental descartável, seringas descartáveis de 1ml à 20ml, luva de procedimento tamanho P e M, equipo macrogotas, fralda descartável, fita medidora de glicemia capilar (fita de dextro), sonda nasoenteral nº 12, sonda nasogástrica longa nº 16 e 20, sonda de folley nº 16, tubo ototraqueal nº 8,5, cânula de traquesotomia nº 7,5, clorexidina alcoólica à 0,5%, clorexidina degermante à 2%, coletor de urina e máscara.

    Ainda conforme o parlamentar, no local foi constatado que alguns aparelho de ar-condicionado estariam sem o funcionamento ideal, gerando transtorno aos pacientes. 

    O deputado disse ainda que durante a conversa com a diretoria do hospital, foi constatado que unidade solicitou da Central de Medicamentos (Cema) o envio de 20 mil aventais, mas que recebeu apenas 20 unidades dos aventais.  

    Parlamentar durante visita no Hospital e Pronto Socorro 28 de agosto
    Parlamentar durante visita no Hospital e Pronto Socorro 28 de agosto | Foto: Divulgação

    “Os R$ 300 mil que o hospital recebe todos os meses para manutenção, estão para comparar os medicamentos que deveriam ser entregues pela Cema. “Aí eu questiono, cadê os R$ 440 milhões do FTI para ser utilizado na saúde? Por que o governo do Amazonas não está dando prioridades para saúde que está em calamidade? Pessoas estão morrendo pela falta de medicamentos e alguém terá que se responsabilizar por isso”, afirmou o deputado.

    A Susam

    Procurada pela equipe do EM TEMPO, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas – SUSAM se manifestou acerca das denúncias realizadas pelo parlamentar. Confira abaixo a nota na integra. 

    O recurso do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI), destacado por lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) para a área de saúde, não pode ser usado para pagar insumos, equipamentos, PPS (produtos para a saúde) e outros materiais. O mesmo se restringiu ao pagamento de mão-de-obra terceirizada (já efetuado) e a outra parte está sendo compartilhada entre os municípios do interior que não possuem gestão plena em saúde.

    Dessa forma, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) sugere ao deputado Dermilson Chagas e a outros parlamentares que defendem a aplicação de recursos do FTI de forma ampla e geral na saúde, que proponham e a aprovação de uma emenda à Lei nº 2.826/03, que regulamenta a Política Estadual de Incentivos Fiscais e Extrafiscais. 

    A direção do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto afirma que informou ao deputado que a Susam adota o sistema de rede de serviços e que a falta de algum material no almoxarifado não significa desassistência ou prejuízo na prestação do serviço. Entre as alternativas usadas pelos gestores está a permuta com outros hospitais e a substituição temporária por outro item equivalente presente no estoque. As unidades também podem fazer compra emergencial de insumos enquanto aguardam a reposição pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), pois recebem recurso da Susam que podem ser usados nessas ocasiões.

    O Governo do Amazonas avançou bastante esse ano no abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares para as unidades da capital e interior. O estoque da Cema subiu de pouco mais que 12%, encontrado em janeiro, para acima de 50%. Não é maior, porque algumas empresas que ganharam ATA de registro de preço no passado, hoje alegam não ter capacidade para entregar os produtos, atrasando a entrega. 

    A direção do HPS 28 de Agosto também informa que está realizando manutenção geral do sistema de refrigeração de toda a unidade. Já foi providenciada a troca de 10 compressores. No caso do quinto andar, o compressor deu problema há duas semanas e aguarda a chegada de uma peça para concluir a manutenção.  Portanto, não são quatro meses.

    O Hospital

    O Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto conta, agora, com 378 leitos distribuídos em sete pavimentos, totalizando 10 mil metros de área construída. A moderna estrutura com equipamentos de última geração inclui um parque de imagem totalmente digitalizado, com tomógrafo computadorizado de 16 canais. Em 2018, a média de atendimento foi de 20 mil pacientes por mês.

    O HPS é preparado para atender pacientes de ortopedia, clínica médica, UTI, cirurgia, emergência, vascular, urologia, nefrologia e oftalmologia. O hospital oferece exames de raio-x, tomografia, ultrassonografia, eletrocardiograma e ecocardiograma.

    Somente nos três primeiros meses de 2019, o hospital realizou 553 ecocardiogramas – média de 43 por semana. Em 2018, foram 623 em todo o ano.

    O nome, 28 de agosto, foi escolhido em homenagem à data de anistia de presos políticos brasileiros na época da Ditadura, dentre eles, o ex-governador, Gilberto Mestrinho, falecido em 2009.

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