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    Queimadas


    "Aqui quem manda são os brasileiros e não os europeus”, diz Lorenzoni

    O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzon, afirma que o governo deve estender ações da GLO até outubro

    Na reunião com os governadores também foi abordado a regularização fundiária | Foto: Lucas Silva

    Manaus - “O Fundo Amazônia está preservado e está sendo dialogado. Mas no Brasil, quem manda são os brasileiros e não os europeus”, disse o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni ao ser questionado sobre a manutenção dos recursos oriundos do Fundo, após o bloqueio de aproximadamente R$ 248 milhões, que seriam doados por países europeus como Alemanha e Noruega.

    A declaração foi dada, nesta terça-feira (3), na sede do governo do Amazonas, após um encontro que reuniu o governador Wilson Lima com o  ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales, ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva do governo federal, para discutir medidas de combate a queimadas e propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

    Ministro da Casa Civil se reuniu com governados
    Ministro da Casa Civil se reuniu com governados | Foto: Lucas Silva

    O encontro contou também com secretários do Estado

    , representantes de agências responsáveis pela preservação do meio ambiente, além de parlamentares e governadores de estados da Amazônia Ocidental.

    Na ocasião, o ministro criticou, ainda, os presidentes anteriores, ao afirmar que em gestões antigas, os interesses econômicos internacionais prevaleciam em detrimento da economia brasileira.

    “A missão do governo federal é proteger o país. Os presidentes anteriores iam na Europa e abaixavam a cabeça para os europeus e agora não. Hoje o presidente, com altivez e responsabilidade, defende primeiro o Brasil e os brasileiros”, frisou.

    O ministro disse, ainda, que parte das críticas e ataques ao governo federal está relacionada aos recursos que, anteriormente, eram destinados às Organizações Não Governamentais (ONG’s). Conforme Onyx, as ONG’s ganhavam dinheiro para defender interesses de outros países.

    “Governadores de toda a região amazônica, liderados pelo Ministro de Defesa, Fernando Azevedo, mostraram resultados de combate às queimadas que antes não eram vistos”, disse o ministro, acrescentando que a legislação ambiental brasileira obriga que 80% das propriedades rurais, na região Norte, devem ser preservadas e salientou que isso não ocorre em outras nações.

    Em relação à operação de Garantia de Lei Ordem (GLO) o ministro disse que vai propor ao presidente Jair Bolsonaro a prorrogação da presença das Forças Armadas na Amazônia por, pelo menos, mais um mês, até outubro.

    No dia 23 de agosto, Bolsonaro autorizou uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO), que ganhou o nome de GLO Ambiental, para que os militares atuem no combate aos incêndios na floresta amazônica. O prazo da ação se encerraria em 24 de setembro.

    Ao ser questionado sobre os dados do Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que aponta novos mil focos de incêndio na região, Onyx afirmou que as queimadas da região amazônica estão controladas e que vai desenvolver, junto às autoridades competentes, um padrão de análise que esteja de acordo com o cenário real.

    “A realidade que o Brasil tem hoje, vista do satélite, é que nós temos problemas pontuais, mas a floresta brasileira não está em chamas. Temos apenas focos de incêndios pontuais”, disse o ministro afirmando, ainda,  que o governo federal vai facilitar que os indígenas realizem produções e explorem as terras na região.

    O governador Wilson Lima afirmou que o encontro foi positivo e salientou que houve diminuição de 24% das queimadas, em relação ao mesmo período do ano passado e disse que os governadores da Amazônia Ocidental citaram a regularização fundiária, o zoneamento econômico-ecológico (ZEE).

    “Discutimos ações que vão ser tomadas para conter o desmatamento ilegal e por isso há a necessidade de resolver problemas que vêm se arrastando por anos. O ZEE do rio Purus já foi encaminhado para a Casa Civil e aguarda a assinatura do Presidente Bolsonaro”, disse o governador acrescentando que o desenvolvimento da economia verde é essencial para o planejamento de políticas para a região.