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    Pedido de socorro


    Vídeo: motoristas de aplicativo fazem manifestação pedindo segurança

    O ato acontece um dia depois do corpo do motorista Higson Cavalcante Ramos ser encontrado em um ramal na zona Leste de Manaus

    Mais de 200 motoristas participaram do ato
    Mais de 200 motoristas participaram do ato | Foto: Izaias Godinho

    Manaus - Mais de 200 motoristas de aplicativo reivindicaram das empresas e das autoridades mais segurança durante os serviços de transporte. O protesto ocorreu em frente ao Instituto Médico Legal (IML), situado na avenida Noel Nutels, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus.

    Os condutores posicionaram vários veículos em frente ao IML e, nos vidros dos carros escreveram as palavras "Justiça" e "Luto". Segundo os motoristas, o ato foi realizado em solidariedade aos familiares do motorista Higson Cavalcante Ramos, que foi encontrado morto no quilômetro 12 do ramal do Brasileirinho nesta sexta-feira (7).

    Conforme Fabrício Lira, que é motorista de aplicativo, os condutores estão acampados no local desde a noite de sexta-feira (7) e afirmou que os próprios motoristas fazem a própria segurança por meio de grupos.

     "Hoje sabemos que o problema da segurança é um problema nacional, que cabe não apenas ao Estado, mas também as empresas de aplicativo. Seria obrigação do aplicativo estar aqui", disse o condutor

    Nos vidros dos carros os motoristas escreveram palavras como "luto" e "justiça"
    Nos vidros dos carros os motoristas escreveram palavras como "luto" e "justiça" | Foto: Izaías Godinho

    A motorista Kátia Souza, de 39 anos, disse que somente no dia 5 de setembro, os condutores contabilizaram 15 ocorrências, dentre roubos e furtos a mão armada.

    "Estamos aqui apoiando a família que não tem suporte suficiente para reparar uma perda como essa. E quando acontece uma situação assim, não há nenhum representante das plataformas. É revoltante e é muito triste", afirmou a condutora.

    A condutora Samara Brasil, que trabalha como motorista de aplicativo há mais de 1 ano, contou sobre os riscos de aceitar corridas feitas por terceiros e frisou que as plataformas não oferecem estrutura de segurança adequada.

     "Ontem foi Higson, mas amanhã pode acontecer com qualquer um de nós. A gente quer mais segurança" frisou a mulher. 

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Juliano Couto/ TV Em Tempo